Em reação à proposta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de aumentar a alíquota de ICMS da cerveja de 18% para 23%, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, afirmou que o setor não suporta um aumento tão elevado da carga tributária. "Esse aumento custaria R$
3,2 bilhões por ano, os consumidores não têm mais como absorver uma elevação de preço tão significativa", afirmou.
O presidente da associação disse ainda que o setor admite fazer parte do ajuste fiscal em curso, mas não aceita que a elevação de imposto aconteça de forma tão intensa no setor de bebidas. Solmucci ressaltou que a categoria tem tentado conversar com Alckmin, mas que o governador está "de portas fechadas e tem evitado ir para a mesa de negociação".
De acordo com cálculos da Abrasel, 25% dos estabelecimentos já estão operando com prejuízo e o Estado de São Paulo é um dos mais críticos. Outros estudos do setor apontam ainda que 450 mil empregados têm o risco de perder seus cargos com a atual situação do setor.
Em nota, o governo de São Paulo afirmou que a manifestação da Abrasel está totalmente equivocada. "Em primeiro lugar, porque o Estado de São Paulo apenas equiparou a alíquota de ICMS da cerveja à alíquota de praticamente todos os outros Estados brasileiros, onde, aliás, nunca houve a 'onda de demissões' alardeada pela entidade", diz a nota.
O governo esclareceu ainda que, das 27 unidades federativas brasileiras, 24 delas aplicam a alíquota de 25% ou ainda maior sobre a cerveja e, em cinco Estados, a alíquota é de 27%; em três Estados, de 30%; em um Estado, de 35%.
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