Um aposentado de 74 anos foi vítima de mais um caso do chamado “golpe do falso advogado” em Marília. A ocorrência foi registrada durante plantão policial e reforça o alerta para esse tipo de crime, que tem se tornado cada vez mais comum no país. Em Ourinhos, por exemplo, até profissionais da área já foram vítimas desses criminosos.
Segundo o relato, a vítima recebeu uma ligação de um suposto advogado, que solicitou a continuidade do contato por chamada de vídeo. Durante a conversa, o golpista afirmou que iria “orientar” a organização das contas bancárias da vítima, alegando que valores seriam divididos para evitar problemas com o Imposto de Renda.
Na sequência, o criminoso enviou uma mensagem por meio do aplicativo WhatsApp, acompanhada de um link. A justificativa era de que o aposentado receberia o restante de um saldo, que precisaria ser “liberado”.
Ao acessar o link e seguir as instruções, a vítima acabou realizando transferências via PIX para a conta indicada pelo golpista. A vítima teve prejuízo total de R$ 4.670,00.
O caso evidencia o nível de sofisticação dessas fraudes, nas quais os criminosos utilizam linguagem técnica, nomes fictícios e até encenações por vídeo para ganhar a confiança das vítimas.
"Quase" vítima
Em outro caso, também em Marília, um homem de 63 anos, recebeu um contato semelhante ao acima. A única diferença era de que a vítima tinha "ganho" uma ação judicial no valor de R$ 27,7 mil), mas que, para que o valor fosse liberado, teria que pagar "custas" no valor de R$ 2.399,00.
A vítima desconfiou daquela informação e da própria insistência do golpista de que deveria conseguir o dinheiro com pessoas amigas ou familiares. O homem decidiu encerrar a conversa sem efetuar qualquer pagamento. Mesmo assim, procurou a Central de Polícia Judiciária para relatar o fato, passando inclusive o número do telefone usado pelo criminoso.
Como funciona o golpe
No “golpe do falso advogado”, criminosos se passam por profissionais da área jurídica e entram em contato com vítimas — geralmente idosos — alegando questões relacionadas a processos, valores a receber ou regularização financeira. A partir disso, induzem a vítima a realizar transferências ou fornecer dados bancários.
Dicas para evitar cair nesse tipo de golpe
- Desconfie de contatos inesperados: advogados não costumam solicitar pagamentos ou dados sensíveis por telefone ou aplicativos de mensagem;
- Nunca clique em links desconhecidos: especialmente aqueles enviados por números não verificados;
- Não faça transferências sem confirmar a origem: antes de qualquer pagamento, procure confirmar a informação diretamente com o profissional ou instituição oficial;
- Evite compartilhar dados pessoais ou bancários: informações como senhas, códigos ou saldo de contas nunca devem ser fornecidas;
- Procure ajuda de familiares ou pessoas de confiança: em caso de dúvida, converse antes de tomar qualquer decisão;
- Registre ocorrência: ao suspeitar ou confirmar um golpe, procure a polícia imediatamente.
Casos como este reforçam a importância da atenção redobrada, principalmente entre pessoas idosas, que costumam ser os principais alvos desse tipo de crime.
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