Após quatro anos do acidente médica Kátia Vargas será julgada nesta terça

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'Queremos que ela seja condenada pelo que ela fez, não por ódio', diz família de Emanuel e Emanuelle

Não foram poucas as vezes em que, nas últimas semanas, a administradora Mayane Torres, 31 anos,  acordou de um mesmo sonho: que os primos Emanuel e Emanuelle Dias estavam vivos. “Desde o dia que me toquei que estávamos entrando em dezembro, estou tendo crises de estresse e ansiedade”, conta. Os irmãos morreram em um acidente de trânsito no dia 11 de outubro de 2013.

Agora, exatos 1.517 dias depois do acidente, a família dos dois aguarda com expectativa o julgamento da médica Kátia Vargas, acusada de ter provocado o acidente que culminou nas mortes. Nesta terça (5), em Salvador, ela será submetida a júri popular.

Este dia, para a família dos irmãos, vai ser mais do que um momento cercado de expectativa: vai ser o fechamento de um ciclo após quatro anos. 

A mãe de Emanuel e Emanuelle, a enfermeira Marinúbia Gomes, está sendo medicada com ansiolíticos. Desempregada há pouco mais de um ano, ela não consegue trabalho. Nas últimas entrevistas de emprego, foi descartada pela repercussão do caso. 

O medo de que o julgamento nunca acontecesse sempre assustou a família de Emanuel e Emanuelle. Mesmo se o júri condenar a médica ela não será presa ao fim do julgamento.

A prisão só aconteceria se o processo após um eventual trânsito em julgado – ou seja, quando não houver mais recursos. 

Em maio deste ano, quando o laudo da reconstituição do acidente foi divulgado e concluiu que a médica Kátia Vargas perseguia os dois irmãos em alta velocidade. O carro de Kátia bateu na moto em que os irmãos estavam, projetando-os contra um poste. 

O pai de Emanuel e Emanuelle, por sua vez, nunca saberá o desfecho da tragédia que envolveu sua família. O projetista Waldemir de Sousa Dias, 59 anos, morreu em setembro deste ano, após sofrer uma parada cardíaca. 

 







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