Irmão da vítima faz campanha nas redes sociais para localizar agressor. É o retrato da situação enfrentada por centenas de mulheres em toda região.
Nos primeiros anos a convivência era como na maioria dos casais: cuidar da família, dos filhos. Mas, depois vieram as crises de ciúmes, agressões e agora o medo de ser morta.
Este é o drama vivido pela cozinheira P.A.S., de 36 anos, moradora na zona norte de Marília. O caso foi denunciado nesta manhã ao Visão Notícias pela família da vítima, após a vítima ser mais uma vez violentamente espancada.
Entre janeiro e novembro do ano passado, a imprensa brasileira veiculou 68.811 casos de violência contra a mulher, conforme a base de dados da Linear Clipping, utilizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, e que deu origem ao Mapa da Violência Contra a Mulher 2018. Os casos foram divididos em cinco categorias: importunação sexual, violência on-line; estupro, feminicídio e violência doméstica.
Caso em Marília
A situação não é diferente na maioria das cidades do centro oeste paulista e a cozinheira mariliense está fazendo parte dessa estatística.
Casada há sete anos, tem dois filhos (de 5 e 2 anos). De um ano para cá, está vivendo todo esse drama. Além das ameaças, foram três casos de agressões físicas.
De acordo com a família, o casal já havia se separado anteriormente (após novo espancamento), mas a mulher voltou atrás, retirou a queixa e tentou "recomeçar a vida", reatando o casamento. É o que acontece na maioria das vezes, segundo a polícia.
Medo de morrer
Revoltado, irmão da vítima mobiliza redes sociais atrás do agressor.
Mas, esta semana o marido de 35 anos, que trabalha como pedreiro, mostrou toda sua ira.
Alegando crise de ciúmes (achava que estava sendo traído) partiu novamente para as agressões, usando inclusive um capacete, além de chutes.
Resultado: a mulher ficou com o rosto todo deformado e possivelmente terá que fazer cirurgia para reconstruir um osso da face.
Após o ataque selvagem, o pedreiro fugiu, mas deixou o recado: iria voltar para matar a esposa e a mãe dela.
Desta vez, a cozinheira P.A.S. garante que criou coragem, já procurou a justiça, pedindo inclusive medidas protetivas, ou seja, o "valentão" não poderá se aproximar dela e nem da família.
Fazer justiça
O irmão da vítima está revoltado. Segundo ele, o agressor é o mesmo que é acusado de matar um ex-policial militar no distrito de Avencas, em novembro de 2010.
Ele ficou um bom tempo preso, mas acabou sendo absolvido pelo juri popular, alegando legítima defesa.
Confira a reportagem do Visão Notícias na época do crime:
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