Pesquisa feita pelo Instituto Patrícia Galvão, organização social sem fins lucrativos voltada à comunicação e aos direitos das mulheres, revela que os partidos políticos 
brasileiros convidam mulheres para concorrer em eleições apenas para preencher a cota mínima exigida por lei (30% das vagas).
Em Marília, por exemplo, das 13 cadeiras na Câmara Municipal, apenas uma é ocupada por mulher (Sônia Tonin). Desde o início de sua história, o Legislativo mariliense teve apenas seis eleitas, sendo duas suplentes.
O tema foi debatido hoje (8) na capital paulista, no seminário Desafios para a Igualdade de Gênero nas Eleições Municipais de 2016. O estudo foi realizado em 2014 com base em entrevistas com 14 mulheres que concorreram como vereadoras na eleição de 2012. Metade delas conseguiu se eleger.
CHANCES DE VITÓRIA - Segundo a pesquisa, o convite dos partidos é feito com um ou dois meses de antecedência das campanhas políticas, mostrando o baixo interesse dos partidos em formar candidatas com chance real de vitória.
Entre as razões que levam essas mulheres a aceitar os convites estão a preocupação em ajudar o partido ao qual já são filiadas, além do gosto pelo desafio. As candidatas alegaram ainda o apoio de amigos e familiares, que se comprometem a ajudar na campanha.
De acordo com o levantamento, as candidatas em potencial são engenheiras, advogadas, professoras, policiais, profissionais da saúde ou líderes de movimentos sociais. “As mulheres, em geral, não se veem como candidatas. Antes
de se candidatar a cargos eletivos já construíram trajetórias de longa experiência de atuação política, mas não necessariamente partidária”, diz o estudo.
Para reverter esse quadro, conclui o estudo, a mulher precisa se integrar à estrutura do partido e atuar como protagonista. “É essencial frequentar o partido nos espaços de disputa e fazer parte da dinâmica do poder. A disponibilidade para o tempo partidário tem a ver com o tempo masculino na vida pública e privada”, diz a pesquisa.
ELEITAS EM MARÍLIA
Em 18 legislaturas da Câmara Municipal de Marília, a cidade elegeu somente seis vereadoras, duas delas como suplentes, mesmo na época em que eram 21 cadeiras. Confira a relação das eleitas:
JULIETA SUELLI DE MELLO – 1ª VEREADORA SUPLENTE. Ocupou a cadeira de Vereadora na Legislatura 1956 A 1959 - PSP – 115 votos. -
EUTHALIA BATTAIOLA - 1ª SUPLENTE NO LUGAR DE ABDO HADDAD – Assumiu entre 9/08/76 a 27/09/76 – Arena – 225 votos, participo de dez sessões. Filha de Mário Battaiola e Conchita Alpino Battaiola.
CLEUSA PONTES DA SILVA – VEREADORA ELEITA PARA O MANDATO DE 1997 A 2000. – PPB - 862 votos. Filha de Armando Alves Pontes e Josefa de Oliveira Pontes.
EDITH SANDES SALGADO - VEREADORA ELEITA PARA O MANDATO DE 2001 A 2004. – PT – 680 votos. Filha de Argemiro Vieira Sandes e de Maria Lemos Sandes.
ANA LÚCIA PEREIRA - 1ª SUPLENTE NO LUGAR DE ALDO PEDRO CONELIAN – Assumiu dia 26/05/03 a 04/06/03 2003. – PT – 654 votos. Filha de José Pereira e Maria Izabel de Castro Pereira.
SÔNIA MARIA RIBEIRO TONIN – VEREADORA ELEITA PARA O MANDATO DE 2005 A 2008. – PMN/PRONA – 1251 votos
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