Dois mil reais. Esse foi o valor que a publicitária Ellen Melo, 25 anos, e a jornalista Renata Santiago, 23, usaram para criar o próprio negócio. Elas se conheceram na empresa de comunicação onde trabalhavam e descobriram a vocação para empreender em meio à crise.
Renata entrou na temida lista do corte de pessoal e foi demitida. Desesperadas com a possibilidade da distância interromper a amizade e incertas sobre o futuro profissional, as jovens tomaram impulso e seguiram outro caminho.
A vontade de encarar o desafio falou mais alto que o medo do novo. Renata e Ellen então apostaram em uma marca de biquíni artesanal com modelagem discreta, atual e jovem.
Para vender as peças, a dupla criou uma loja online em uma plataforma segura e de baixa manutenção. A relação com a clientela é estritamente virtual e feita pelas redes sociais. Em oito meses, a marca tomou forma, identidade e adeptos.
Para começar, as amigas dividiram o investimento inicial para pagar costureira, comprar embalagens, etiquetas, botões, linhas e elásticos.
Como todo negócio inicial, a empresa pede atenção integral. Por isso, a dupla se divide para atender às clientes em tempo real e tirar dúvidas sobre compra e entrega. Além disso, elas ainda arranjam tempo para comprar matéria-prima, acompanhar a produção de perto e organizar as finanças juntas.
Tudo é colocado no papel para não perder o controle. Como a empresa é nova e possui fluxo de caixa muito variável, as empreendedoras são bem cuidadosas.
Elas focam na demanda e só produzem de acordo com as vendas, que são crescentes.
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