Alta do desemprego empurra demitidos para o negócio próprio

Um ponto chave para qualquer negócio é ter um diferencial.
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O aumento do desemprego tem provocado uma espécie de migração em massa de trabalhadores em todo o País. Segundo o IBGE, na comparação do segundo trimestre de 2014 com igual período deste ano, cerca de um milhão de pessoas que perderam a ocupação com carteira assinada passaram a fazer bicos ou montar negócios próprios.

Esse contingente de demitidos viu no trabalho autônomo a tábua de salvação para obter renda, já que a recolocação nos moldes anteriores ganhou um grau extra de dificuldade no ambiente de deterioração econômica atual do Brasil. 

Não há nenhum problema em escolher trabalhar por conta própria, não fossem as circunstâncias em que isso vem ocorrendo. Em boa parte dos casos, este aspirante a empresário não está preparado. A iniciativa surge do desespero e sem planejamento. Claro que quem monta uma empresa nessas condições pode ser bem-sucedido, porém, também é óbvio que terá muito mais dificuldade.

Provavelmente, esse sujeito vai aplicar todas as suas economias e a verba da rescisão contratual recém-recebida. Dada tal realidade, é crucial o novo empreendedor ter o mínimo de calma para pensar no assunto e tomar algumas providências; melhor demorar um pouco mais para colocar a mão na massa do que precipitar-se, fazer um mau investimento e viver uma experiência frustrante e traumática.

Para dar o passo inicial, é aconselhável escolher um ramo com o qual tem afinidade e conhecimento. Depois, é preciso checar a viabilidade da ideia. Quais são os custos? Há mercado? Quem são os concorrentes? Qual a perspectiva de lucro? Quem é o público-alvo? Quais os riscos? Quais as oportunidades?

Todo cuidado com as finanças é pouco. O empreendedor, mesmo sendo novato, deve saber o que é fluxo de caixa, ter capital de giro para se manter até o empreendimento começar a dar retorno, além de possuir uma reserva para gastos adicionais.

É fundamental buscar informação e qualificação. Cursos, palestras, consultorias, leituras, participação em feiras de negócios, tudo é válido para adquirir conhecimento e implementá-lo no dia a dia da empresa. Quanto mais capacitação, maior a possibilidade de acertar.

Por: Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP

 





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