Com todo esse calor intenso, é comum brincadeiras com água para se resfrescar. Todo cuidado é pouco para evitar acidentes ou tragédias.
Um menino, de apenas 2 anos, quase morreu afogado nesta semana, na casa onde mora com a família, em Guararapes (região de Araçatuba) ao cair dentro de um balde com água. A vítima está internada na UTI da Santa Casa de Araçatuba. O estado clínico do garotinho evoluía bem e o quadro é estável.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o afogamento está entre as principais causas de morte de crianças pequenas, em todos os países, e que cerca de 360 mil pessoas, de todas as idades, morrem afogadas por ano no mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, todos os dias, 17 pessoas morrem afogadas e, dessas, três são crianças. 
De acordo com a ONG Criança Segura, em 2016, foram 913 óbitos por afogamento de crianças de até 14 anos, sendo essa a maior causa de morte acidental entre crianças com idade de um a quatro anos, e tendo a piscina como o local onde a maioria das fatalidade ocorre. O caso ocorrido nesta semana, em Guararapes, é mais um daqueles incidentes “banais” que colocam crianças pequenas em graves riscos.
INVESTIGAÇÃO - Segundo informações da polícia, a criança foi encontrada já em estado de afogamento, dentro de um balde com água, na casa onde mora a família da vítima.
O garotinho foi inicialmente levado para o hospital de Guararapes, onde recebeu os primeiros cuidados. Ainda não se sabe por quanto tempo o menino ficou desacordado. Ele foi transferido para a UTI Neonatal da Santa Casa de Araçatuba, para receber cuidados extras e passar por exames que apontem seu estado de saúde. O último boletim médico indicava que já respirava sem ajuda de aparelhos.
Ainda não há informações sobre esse incidente. Uma das hipóteses é que a criança tenha caído de cabeça dentro do balde. Desde o incidente, amigos e familiares realizam correntes de oração em favor da criança. A Polícia Civil vai investigar o caso. Informações: Folha da Região.
ALERTA AOS PAIS
Em casa, é importante lembrar que apenas três dedos de água em um balde esquecido na cozinha já representam perigo significativo para uma criança que está começando a andar. 
Elas têm cabeça mais pesada e gostam de brincar com água, podem se virar e não conseguem voltar. Apenas 10 segundos são suficientes para que a criança fique submersa na banheira; 2 minutos são suficientes para que a criança, submersa, perca a consciência e de 4 a 6 minutos para que a criança fique com danos permanentes no cérebro.
Além da supervisão total do adulto, outras medidas podem evitar este acidente: usar colete salva-vidas, esvaziar e armazenar em locais altos os baldes, bacias e banheiras após o uso, fechar vasos sanitários e banheiros, tampar ou esvaziar os tanques, esvaziar piscinas infantis e tampar com lona bem presa as piscinas “regan” após o uso.
As piscinas devem ser protegidas com cercas de pelo menos 1,5 m, alertas sonoros de movimento também podem ser usados e os ralos cobertos com tampa especial para evitar a sucção de partes do corpo.
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