Governo ordena estudo após Deputados de Marília defenderem terminal quase três vezes maior do que projeto atual, que já nasceria ultrapassado e com limitações graves que vão desde o espaço para aeronaves - e tamanho delas - até poucas vagas para carros.
O Governo do Estado de São Paulo atendeu a um pedido da Deputada Estadual Dani Alonso (PL) e do Deputado Federal Capitão Augusto (PL) e, no final de maio, autorizou oficialmente a reavaliação dos estudos técnicos e de viabilidade para uma ampliação maior do que a prevista atualmente para o Aeroporto Estadual de Marília Frank Miloye Milenkovich.
“A REDE VOA, concessionária responsável pelo Aeroporto de Marília, pretendia fazer uma reforminha, que já nasceria ultrapassada, com um terminal minúsculo, pátio para poucas e pequenas aeronaves, além de apenas nove vagas no estacionamento de passageiros, o que é inacreditável”, denunciaram Dani Alonso e Capitão Augusto.
Um aeroporto adequado beneficia toda a população e não apenas quem viagem de avião frequentemente, pois proporciona desenvolvimento econômico fortalecendo a infraestrutura logística, atraindo novas empresas e gerando emprego, renda e impostos.
A medida anunciada pelo Governo de São Paulo vem após ofício da dupla com esses e outros pontos.
O documento denunciou que os prazos para as obras terminaram em março deste ano e, mesmo que tivesse sido cumprido, entregaria uma infraestrutura acanhada, incompatível com a necessidade atual e de médio e longo prazo.
“Marília merece muito mais. Precisamos de um aeroporto que impulsione o desenvolvimento da nossa cidade pelos próximos 30 ou 50 anos”, continuaram os Deputados que moram na cidade:
“É por isso que recuperamos um projeto muito maior, feito nos anos 2000, com um terminal cerca de três vezes maior e um pátio com quase seis vezes o tamanho previsto hoje, além de 366 vagas de estacionamento de carros”.
O projeto citado por Dani Alonso e Capitão Augusto, elaborado por órgãos governamentais e posteriormente abandonado, serviu como argumento para que a ARTESP determinasse novos estudos.
De acordo com o Secretário de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo, Rafael Benini, os apontamentos feitos por Dani Alonso e Capitão Augusto são especialmente relevantes em relação aos tipos de aeronaves que o projeto atual permitiria aterrissar em Marília - bastante limitados em comparação com outros aeroportos estratégicos.
“Destaca-se a particular relevância do incremento da classe de aeronave suportada (...), sendo solicitada a viabilização do recebimento de voos operados pelo Boeing 737, em comparação à operação restrita aos turboélices ATR atualmente projetada”, disse o Secretário de Parcerias e Investimentos da ARTESP. Os chamados ATR levam muito menos passageiros do que os Boeing 737.
.jpg)
Rafael Benini explicou que o pedido por um projeto que comporte a presença de aviões do modelo maior:
“...permite um maior fluxo de passageiros ao Aeroporto de Marília, dada a maior capacidade de aeronaves do tipo, como também viabiliza a operação de algumas das maiores companhias aéreas brasileiras no aeródromo, tendo em vista que suas frotas são compostas especialmente de aeronaves com propulsão a jato, proporcionando a conexão da municipalidade a importantes hubs de conexão no Estado e no País”.
Para Dani Alonso e Capitão Augusto, este é o primeiro passo na direção certa em busca de um aeroporto que estimule o desenvolvimento regional, ao contrário da reforma prevista pela REDE VOA no momento, que teria o efeito contrário: o de atrapalhar o crescimento da economia local.
“Não basta uma reforma para inglês ver, queremos investimentos de verdade, necessários e estamos em busca do que nossa cidade precisa e merece, para nós e para as próximas gerações”, completaram os Deputados de Marília.

Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288







