Acusada de falso testemunho sobre a morte do próprio filho, Giulia Andrade Candido, 21 anos, foi resgatada por policiais militares do que seria um possível "tribunal do crime", em São Vicente (390 quilômetros de Bauru), no fim da tarde da última quarta-feira (8).
Giulia foi solta em audiência de custódia na última terça-feira (7). Os policiais a encontraram dentro de uma casa cercada por pessoas, entre elas três homens com armas e fuzil.
Os PMs estavam em patrulhamento quando notaram uma aglomeração de pessoas na entrada de um beco. A equipe teria visualizado três homens, dois com pistolas e um com um fuzil nas mãos. Ao avistarem a viatura, eles correram e ninguém foi preso.
No interior da casa estava Giulia, que disse aos policiais ter chegado ao local por meios próprios na tentativa de encontrar a casa de um parente. Ela contou ainda ter sido acolhida por uma senhora, que lhe ajudou oferecendo roupas e abrigo. E que não conseguiu mais sair do local, porque fora da casa havia várias pessoas proferindo ameaças e xingamentos.
Ainda em depoimento, contudo, ela teria dito acreditar que seria julgada pelo "tribunal do crime" e que alguém, que não soube indicar, retirou seu celular para evitar o rastreamento pela polícia.
O caso foi registrado, inicialmente, como cárcere privado, mas teve a natureza do crime alterada para ameaça, após a jovem ressaltar na delegacia ter sido abrigada pela moradora que lhe ajudou a fugir de populares revoltados. Após o registro, ela foi liberada.
Fonte: JCNET
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288








