Homens são as principais vítimas e ocorram em diferentes setores, como construção civil e indústrias de transformação.
Marília teve uma redução de quase 30% no número de acidentes de trabalho até o dia 15 de dezembro deste ano se comparado com o mesmo período do ano passado. Foram registrados 1.599 acidentes de trabalho em Marília enquanto que no ano passado ocorreram 2.250 acidentes, ou seja, uma redução de 28,9% nos casos.
As informações foram divulgadas pela Secretaria Municipal da Saúde e do CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) Regional de Marília, através do Boletim Epidemiológico dos Acidentes de Trabalho, com base nas notificações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde.
Dos quase 1.600 acidentes de trabalho, 1.437 deles foram considerados típicos, ou seja, ocorridos durante o exercício da atividade laboral, enquanto que outros 162 acidentes foram de trajeto, ou seja, quando o trabalhador seguia para o serviço.
Segundo a supervisora do CEREST Regional de Marília, Camila Costa Ribeiro Simionato, os resultados demonstram que o investimento contínuo em ações educativas e de vigilância em Saúde do Trabalhador gera impactos positivos e concretos.
Homens, as principais vítimas
Os acidentes no município acometeram principalmente trabalhadores do sexo masculino, com maior frequência entre aqueles com ensino médio completo. A maior parte dos acidentes ocorreu entre empregados com carteira assinada, seguida por trabalhadores autônomos ou por conta própria.
Os setores mais afetados foram construção civil, indústrias de transformação, serviços especializados e comércio. Destacam-se as ocupações de pedreiro, soldador, serralheiro e operador de máquinas. As lesões atingiram principalmente olhos, mãos e membros superiores. A maioria dos casos evoluiu para cura, porém uma parcela significativa resultou em incapacidade temporária.
Os acidentes ocorreram majoritariamente nas instalações da empresa contratante (localizada na zona urbana), com notificações realizadas principalmente por hospitais e unidades de pronto atendimento, segundo o boletim do CEREST.
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