Acidente aéreo em Marília interrompe sonhos de dois pilotos e deixa familiares e colegas em luto

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A queda de uma aeronave de pequeno porte nas proximidades do aeroporto de Marília, na manhã desta quarta-feira (3), deixou duas vítimas fatais e provocou grande comoção entre familiares, amigos e profissionais da aviação.

O acidente resultou na morte dos pilotos Gabriel Maloni Mendes da Cruz, de 24 anos, natural de Jales; e Henrique Guariente Filho, de 47 anos, morador em Marília. Um terceiro ocupante da aeronave sobreviveu e segue em recuperação: 
Pablo Portella Ilwoski, de 28 anos.

Velórios e sepultamentos - O corpo de Gabriel Maloni Mendes da Cruz está sendo velado e será sepultado em Jales. Já o corpo de Henrique Guariente Filho começa a ser velado daqui a pouco, às 10h30 (velório municipal), enquanto que o sepultamento ocorrerá nesta sexta-feira (dia 12), às 10h, no cemitério Parque das Orquídeas.

Mais do que números em uma estatística, Gabriel e Henrique deixam histórias marcadas pela paixão pela aviação, dedicação ao trabalho e fortes laços familiares.

Um jovem que transformou um sonho em profissão

Natural de Jales, Gabriel Maloni Mendes da Cruz tinha apenas 24 anos, mas já acumulava experiência e reconhecimento na profissão que escolheu ainda na adolescência.

Segundo familiares, o interesse pela aviação surgiu quando ele tinha cerca de 16 anos. Determinado a seguir carreira nos céus, ingressou aos 18 anos em um curso de piloto profissional em São José do Rio Preto. Há quatro anos atuava na área e, nos últimos dois anos, trabalhava para o Grupo Ponzan Alimentos, proprietário da aeronave envolvida no acidente.

Em nota oficial, a empresa lamentou profundamente a perda do colaborador e confirmou que o avião pertencia ao grupo empresarial.

O tio de Gabriel, Jeferson Maloni, que também foi padrinho de seu casamento realizado em julho de 2025, descreveu o sobrinho como uma pessoa admirada por todos ao seu redor:

“Ele era uma pessoa maravilhosa, sempre bem recebido em qualquer lugar. Estava sempre sorrindo, era muito amoroso com a família. Um menino de ouro, um excelente filho e um excelente esposo”.

A experiência de quem fez da aviação uma missão de vida

A segunda vítima fatal foi o piloto Henrique Guariente Filho, de 47 anos (foto), natural de Rolândia (PR) e morava em Marília. Conhecido na região de Marília por atuar há mais de cinco anos na aviação executiva e em voos particulares, Henrique era casado e deixa um filho pequeno.

Nas redes sociais e em mensagens de despedida divulgadas por familiares e amigos, surgiram diversos relatos destacando seu profissionalismo, seu amor pela família e a dedicação à carreira.

Uma das homenagens mais emocionantes foi publicada por sua afilhada, Isadora Fernandes, que o descreveu como muito mais do que um padrinho:

“Você não era somente meu padrinho, era um pai. Tenho orgulho de dizer que você era meu dindo e meu melhor amigo. Era um ótimo piloto, todos te amavam. Nunca vou esquecer de você”.

Sobrevivente se recupera no HC

O terceiro ocupante da aeronave, Pablo Portella Ilwoski, de 28 anos (foto), também piloto, foi socorrido com vida e encaminhado ao Hospital das Clínicas de Marília.

Inicialmente considerado em estado grave, Pablo apresentou evolução clínica nas últimas horas. Em publicação nas redes sociais, sua esposa, Natiele Ilucenski Ilowski, tranquilizou familiares e amigos:

“Pablo está bem, conversando e respirando sem dificuldade. Logo estará em casa”.

Como foi o acidente

De acordo com informações da Defesa Civil e da concessionária Rede Voa, responsável pela administração do aeroporto de Marília, a aeronave decolou por volta das 11h13 e retornava ao terminal quando caiu aproximadamente 30 minutos depois.

O avião atingiu uma área da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), localizada ao lado da pista, a cerca de um quilômetro do aeroporto.

A queda provocou um incêndio de grandes proporções, mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros e outros órgãos de emergência. Os corpos de Gabriel Maloni e Henrique Guariente foram encontrados carbonizados.

A aeronave era um bimotor Beech Aircraft 58, prefixo PT-MDB, fabricado em 1985 e, segundo registros oficiais, encontrava-se com a documentação e condições de aeronavegabilidade regulares.

Investigação

As causas do acidente ainda são desconhecidas. A investigação ficará sob responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão que deverá analisar as condições da aeronave, registros de voo, comunicações e demais elementos técnicos para esclarecer o que provocou a tragédia.

Enquanto isso, familiares, amigos e colegas de profissão tentam lidar com a dor da perda de dois pilotos que tinham em comum o amor pela aviação e que tiveram suas trajetórias interrompidas de forma repentina nos céus de Marília. Com informações do G-1.

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