A uma semana das eleições, urnas passam pelos últimos preparativos em Marília

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Justiça Eleitoral conclui carga e lacração dos equipamentos e realiza nesta segunda-feira nova etapa de fiscalização; primeiro turno será em 4 de outubro

Faltando apenas uma semana para o primeiro turno das Eleições 2026, a Justiça Eleitoral entra na reta final dos preparativos em Marília. Depois da geração das mídias, carga, testes e lacração das urnas eletrônicas, uma nova etapa de fiscalização está prevista para esta segunda-feira (28), a partir das 9h, no Cartório Eleitoral da 70ª Zona.

Em Marília, os trabalhos começaram na quarta-feira (23) e envolvem 353 urnas eletrônicas, entre equipamentos destinados às seções eleitorais e os preparados para eventual contingência. Marília chega às eleições deste ano com 172.570 eleitores aptos a votar.

É nessa fase que as urnas deixam de ser simplesmente equipamentos eletrônicos armazenados pela Justiça Eleitoral e são preparadas especificamente para a votação de 4 de outubro.

O que é colocado nas urnas?



O primeiro passo é a geração das mídias. Elas recebem os dados necessários para a eleição, incluindo informações sobre eleitores, seções, partidos, federações, coligações e candidatos aptos a participar do pleito.

Depois vem a chamada carga das urnas. Os dados são inseridos nos equipamentos, que também passam por testes de funcionamento. Cada urna é preparada e identificada de acordo com a zona eleitoral, município, local e seção em que será utilizada. Equipamentos de contingência também ficam prontos para substituir alguma urna que eventualmente apresente problema no dia da votação.

Concluída essa etapa, ocorre a lacração. Os compartimentos recebem lacres de segurança numerados e assinados pela autoridade eleitoral, sendo facultada também a assinatura dos representantes das entidades fiscalizadoras presentes.

Depois de prontas, as urnas permanecem sob a guarda da Justiça Eleitoral até a distribuição para os locais de votação.

Partidos podem acompanhar

Nesta segunda-feira, o processo terá mais uma etapa de fiscalização no Cartório Eleitoral da 70ª Zona. Representantes de partidos e demais entidades legitimadas podem acompanhar os procedimentos e realizar verificações previstas pela Justiça Eleitoral.

Entre elas estão a conferência dos dados das urnas e a verificação da integridade e autenticidade dos sistemas instalados. O TRE-SP estabelece que essas verificações podem atingir, por amostragem, até 6% das urnas preparadas em cada zona eleitoral. Também é possível acompanhar a afixação e conferir os lacres físicos.

Programas específicos permitem ainda emitir os chamados resumos digitais (hashes) e validar as assinaturas digitais. Na prática, eles permitem verificar se os programas instalados são os mesmos previamente oficializados pela Justiça Eleitoral.

Processo transparente

Responsável pela 70ª Zona Eleitoral de Marília neste ano, a juíza Thaís Feguri Krizanowski Farinelli, acompanha pela primeira vez uma eleição no município. Magistrada há 16 anos, ela já participou de outros processos eleitorais, incluindo eleições municipais em Getulina e Angatuba.

Para a juíza, o sistema brasileiro possui diferentes mecanismos de transparência e fiscalização. Ela também afirmou que, até agora, o processo eleitoral transcorre com tranquilidade em Marília.

O promotor eleitoral Izauro Pigozzi, que atua na área há 35 anos, acompanhou a evolução das eleições desde o período das cédulas de papel até a implantação das urnas eletrônicas. Ele lembrou inclusive questionamentos ocorridos em Marília em eleições anteriores e destacou os mecanismos de conferência existentes no processo.

A advogada Alessandra Guedes, representante da OAB, também ressaltou a importância da fiscalização e da transparência. Segundo ela, o acompanhamento das eleições está diretamente relacionado à defesa do Estado Democrático de Direito, uma das atribuições institucionais da Ordem dos Advogados do Brasil.

Checagem vai até teclado e fones



A chefe do Cartório Eleitoral da 70ª Zona, Karina Marcussi Gomes, explica que a preparação não se restringe aos programas instalados nas urnas. Os equipamentos também passam por verificações físicas, incluindo o funcionamento dos teclados e dos fones destinados à acessibilidade.

Ela reforçou ainda uma orientação simples para 4 de outubro: o eleitor pode levar uma “colinha” em papel com os números de seus candidatos para facilitar a votação.

No Estado de São Paulo, mais de 114,5 mil urnas começaram a ser preparadas no dia 23. Na véspera da eleição, 43 equipamentos serão escolhidos ou sorteados para diferentes procedimentos de auditoria no dia da votação.

Com a preparação e as conferências concluídas, as urnas ficarão prontas para serem encaminhadas aos locais de votação. O primeiro turno será no próximo domingo, 4 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

ENTENDA RÁPIDO

O que está acontecendo em Marília?
A Justiça Eleitoral prepara 353 urnas para o primeiro turno, com geração das mídias, carga, testes e lacração dos equipamentos.

O que acontece nesta segunda?
A partir das 9h, no Cartório da 70ª Zona Eleitoral, haverá mais uma etapa de fiscalização e verificação dos equipamentos, com possibilidade de acompanhamento pelas entidades legitimadas.

Como se verifica o sistema?
Ferramentas da Justiça Eleitoral permitem conferir a autenticidade dos programas instalados e comparar seus resumos digitais com os sistemas oficializados. 

As urnas também são testadas fisicamente?
Sim. Além dos sistemas, são verificados componentes e o funcionamento dos equipamentos antes da votação.

Quando será a eleição?
O primeiro turno acontece no domingo, 4 de outubro, das 8h às 17h. 





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