Em setembro, a policial britânica Heidi Loughlin, de 33 anos, estava na 13ª semana de gravidez do terceiro filho quando foi diagnosticada com uma forma rara e agressiva de câncer de mama. Loughlin vive em Bristol, no sudoeste da Inglaterra, ainda amamentava o filho de um ano - o outro tem dois anos.
Os médicos deram a ela a opção de fazer um aborto e iniciar uma quimioterapia intensiva, alertando que Loughlin poderia morrer se adiasse o tratamento.
A quimioterapia mais branda, entretanto, não rendeu os resultados esperados e os médicos concluíram que o risco para a saúde de Loughlin era tão alto que ela precisaria adiantar o nascimento do bebê em pelo menos 12 semanas.
"Me disseram que eu realmente precisava começar com o herceptin (remédio indicado para casos de câncer como o dela) agora", afirmou. Os médicos afirmam que este medicamento não pode ser administrado à paciente durante a gravidez, pois pode matar o bebê.
"Ninguém nunca quer ficar nesta posição e todas as opções são horríveis mas eu preciso estar aqui para todos os meus filhos", acrescentou Loughlin. O bebê, uma menina, nasceu, 12 semanas antes do previsto.
Ela nasceu no dia 12 de dezembro com uma cesárea às 12h37, pesando 1,05 kg. Depois do nascimento de Ally Louise Smith, Loughlin disse que "mal pode esperar para começar a quimioterapia".
Ally ainda está internada na unidade neonatal e, segundo Loughlin, ela ainda é muito pequena. "É quase como levantar um pedaço de torrada, de tão minúscula que ela parece. Ela saiu chorando, o que nós realmente não esperávamos, pois ela é tão pequena."
Agora, a britânica deve começar a nova fase da quimioterapia no dia 23 de dezembro, se estiver recuperada da cesárea.
Loughlin disse que, apesar dos riscos, não mudaria nada do que fez. "Eu nunca faria nada diferente, ela (o bebê) vale cada segundo."
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288









