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- Marília/SP

Postado em 09/06/2021 às 12:20

Enfermeira posta foto após ser agredida pelo marido: 'Vou colher meus caquinhos e recomeçar.'

Uma enfermeira mariliense de 37 anos fez uma postagem nas redes sociais para denunciar as agressões que sofria do marido. Junto com a mensagem publicada no último sábado (5), a mulher postou uma foto da última agressão que sofreu, que mostra um dos olhos roxo.

"Nenhuma mulher mais, independente de qualquer circunstância ou ameaça, ficará calada enquanto houver outras violentadas.”, diz na mensagem.

O marido, de 38 anos, chegou a ser preso no sábado após a vítima registrar um boletim de ocorrência por ameaça. Mas foi liberado no dia seguinte após a audiência de custódia e concessão da medida protetiva.

Em entrevista, a enfermeira, que pediu para não ser identificada, contou que foi casada por 14 anos e durante todo esse período sofreu vários tipos de violência e ameaças. O casal tem três filhos, um menino de 10 anos e duas meninas de 5 e 3 anos.

"Foi a última vez que ele me agrediu fisicamente, por isso coloquei a foto para mostrar que estava dando um basta e aquela tinha sido a última vez. Foram vários ciclos durante esses 14 anos de relacionamento e sofri agressões muito mais graves. Tive um traumatismo craniano, depois de 13 dias da cesárea, eu com minha filha no colo." 

"O olho roxo foi a última vez para mostrar que estava dando um basta. É muito difícil sair de uma situação abusiva, mas, temos que fechar o ciclo, se livrar desse círculo vicioso."

Na época ela chegou a registrar boletim de ocorrência e saiu de casa por 5 dias até que fosse expedida uma medida protetiva. Porém, decidiu dar mais uma chance ao casamento e retirou a queixa.

Ao longo de seis meses, desde que voltou para casa, várias situações ocorreram que culminaram na ameaça do último sábado (05), quando a mulher decidiu procurar a polícia para denunciar a violência que sofria.

"O mês de janeiro, quando voltei, foi o melhor dos 14 anos de casamento, mas aos poucos ele foi voltando ao que sempre foi. Ele podia não me bater mais, mas a violência psicológica e emocional é o que dói mais. Eu tenho o meu trabalho e minha independência profissional, mas eu num tinha minha independência dentro da minha própria casa."

Para a enfermeira, compartilhar a história também é uma forma de encorajar outras mulheres que estão presas em relacionamento abusivos. "É início também do meu processo de cura, vai ser sofrido e demorado, mas eu vou colher meus caquinhos e recomeçar...". 

Pela medida protetiva expedida pela Justiça no fim de semana, o marido não pode se aproximar dela e nem de familiares.(Fonte: G1)

 

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