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Informações de Marília e região

- Marília/SP

Postado em 10/02/2021 às 19:15

Bombas de posto de combustíveis são lacradas em Marília

  • Operação realizada no ano passado e tanque de combustíveis contendo produto adulterado.

Após mais de um ano, desde a primeira ação, finalmente estabelecimento teve que encerrar atividades. 

A Secretaria Estadual da Fazenda lacrou, em definitivo, nesta quarta-feira todas as bombas de um posto de combustíveis localizado na avenida Tiradentes, na saída para a zona sul de Marília. A empresa é acusada de vender produtos adulterados, ou seja, um tipo de solvente barato e tóxico à saúde, com venda proibida no Brasil (metanol e não etanol).

As informações foram confirmadas pelo coordenador do Procon local, Guilherme de Moraes (foto). Ele explicou que o desfecho do caso dependia do laudo emitido pela Unicamp que demorou para ser emitido por conta da panderia da Covid-19.

Pelo que foi apurado, o estabelecimento estava vendendo metanol em vez de etanol, o que é proibido no Brasil. Já no caso da gasolina, havia uma mistura de 66% dessa substância, causando uma série de problemas aos proprietários de veículos.

Agora, com o laudo oficial, todos os bicos das bombas estão lacrados em definitivo e só uma medida judicial poderá reverter essa decisão. Além disso, os proprietários poderão sofrer uma multa do Procon que varia de 300 a 3 milhões de reais.

Entenda o caso

Em fevereiro do ano passado, o posto já havia sido alvo de uma operação, envolvendo a Polícia Civil, Delegacia Tributária (Receita Estadual), do IPEM (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), Procon e também Instituto de Criminalística, devido a denúncia de venda de combustíveis adulterados.

Nove das 12 bombas já haviam sido lacradas, em virtude da falta de lacres e também em virtude de outras irregularidades constatadas pelos técnicos.  A Receita também colheu amostras dos combustíveis que serão analisadas pela Unicamp. Agora, finalmente, houve divulgação do laudo.

No local, também havia suspeita de que estaria ocorrendo a injeção de outro componente nos combustíveis, com um botão de acionamento, segundo informou o coordenador do Procon, Guilherme Moraes.

 

 

 

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