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Informações de Marília e região

- Marília/SP

Postado em 27/10/2020 às 13:00

Sete homens encontrados mortos em contêiner no Paraguai pensavam que estavam indo pra Itália.

Os sete imigrantes encontrados mortos num contêiner, no Paraguai, armazenaram alimentos e água para uma viagem que seria de 10 horas, sa Sérvia até a Itália. A viagem durou quase três meses e terminou no Paraguai, há uma semana.

Em entrevista, um amigo dos sete homens, Ismail Maouchi, disse que os amigos acreditavam que o contêiner seguiria de trem até Milão, na Itália, país que escolheram por ser mais tolerante com os imigrantes ilegais. Os sete entraram no contêiner, carregado com fertilizantes, na cidade de Sid, a 115 quilômetros de Belgrado, capital da Sérvia. 

A intenção era viajar escondidos até Milão, numa viagem de 950 quilômetros, que duraria cerca de 10 horas. Ao invés de o trem seguir para a Itália, no entanto, ele foi para o porto da Croácia, onde os contêineres (eram cinco, no total, um deles com os imigrantes) foram embarcados num navio com destino ao Paraguai.

"Quando chegassem a Milão, eles teriam que gritar para que a polícia abrisse o contêiner. Na Itália, a polícia não os iria deportar", explicou, e por isso o país é um dos preferidos dos imigrantes ilegais. 

Os clandestinos morreram, provavelmente já na rota marítima entre a Croácia e o Egito. Antes de desembarcar no Paraguai, o contêiner com os setes mortos passou pela Espanha e Argentina, de onde veio por hidrovia até Villeta, cidade portuária a 37 km de Assunção.

Restos de alimentos e de garrafas de água confirmam que os imigrantes imaginavam que seria uma viagem curta, nunca dos 17.600 km percorridos durantes quase três meses entre origem e destino final. Eles embarcaram no dia 21 de julho e os corpos chegaram ao Paraguai em 19 de outubro.

Os sete eram: Yessa Aymen, do Egito; Zugar Hamza e Sidahmed Ouherher, da Argélia; Rachid Sanhaji, Mohamed Hadoun, Ahmed Bel Miloudi e Said Rachir, do Marrocos. Todos estavam havia três meses na Sérvia, esperando a oportunidade de viajar para a Itália. "Eles buscavam uma vida melhor na Europa", contou Smail. 

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