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- Marília/SP

Postado em 11/07/2020 às 15:00

O cenário em Portugal após o novo coronavírus

Após ensaiar retomada à normalidade, o país teve que colocar o pé no freio novamente. As projeções não são otimistas.

Os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus em Portugal preocupam as autoridades. De acordo com vídeo divulgado pelo Banco de Portugal, o equivalente ao Banco Central brasileiro, a pandemia que tomou conta do mundo abriu uma crise sem precedentes na história do país. É a mais grave desde a Guerra Civil espanhola avançou pelo território lusitano.

O país que foi apontado como exemplo europeu no enfrentamento à covid-19 deu início à reabertura, incluindo bares e restaurantes, em maio.

No entanto, após ensaiar voltar à normalidade, o governo teve que recuar devido ao avanço da pandemia, especialmente na região metropolitana de Lisboa. 

O surto registrado após a segunda fase da reabertura atingiu, principalmente, os jovens entre 10 e 29 anos. O aumento de casos nessa faixa etária foi de 90% desde que a maioria das atividades econômicas e de lazer foram liberadas em Portugal.

Com isso, novas medidas de restrição tiveram que ser adotadas como o fechamento de todos os estabelecimentos às 20h, com exceção de restaurantes, proibição de aglomeração com mais de 10 pessoas e proibição de consumo de álcool ao ar livre.

As medidas representam um balde de água fria na economia que estava confiante na retomada.

Medidas econômicas / Para tentar mitigar os impactos da crise desencadeada pelo coronavírus em Portugal, o governo liberou um pacote econômico de € 9,2 bilhões.

Os recursos foram destinados ao auxílio de trabalhadores e empresas como estímulo fiscal, garantias de crédito lastreadas pelo Estado e programas sociais.

O Banco Comercial Português (BCP) também anunciou medidas de apoio à economia e aos portugueses como moratória de capital e juros no Crédito de Habitação até setembro, seguros saúde, invalidez e morte com cobertura para covid-19.

A instituição privada anunciou ainda financiamento com alongamento de pagamento de impostos para empresas, desconto de faturas sobre o sector público e adiamento de pagamentos do Estado, entre outras.

Porém, isso não foi o suficiente para evitar uma queda considerável no Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país, que chegou a uma redução de 9,5%.

Nem para frear o desemprego, que já ceifou milhares de postos de trabalho em Portugal.

A esperança lusitana está no aporte do Banco Central Europeu, que tem potencial para cobrir toda a dívida assumida para cobrir os gastos exigidos para o combate à covid-19.

O Programa de Compras de Emergência Pandêmica, lançado recentemente pela instituição, apresenta regras flexíveis que permitem a compra de até € 15,8 bilhões em obrigações do Tesouro ainda este ano.

Projeções

As projeções do Banco de Portugal não são boas para o próximo biênio. As medidas de isolamento adotadas para a contenção da covid-19 levaram à paralisação de diversas empresas e restringiram a locomoção terrestre.

Na esteira dessas medidas, houve uma brusca queda no consumo e nas intenções de compra motivadas pelas incertezas do momento.

Muitas pessoas perderam emprego, a taxa de desemprego chegou a surpreendentes 10,1% em 2020, bem superior aos 6,5% registrados em 2019. A previsão é de que nos próximos dois anos essa taxa chegue a 7,6%.

A expectativa para 2021 é de um crescimento de 5,2% e de continuação de crescimento de 3,8% para 2022. No entanto, o Banco de Portugal lembra que o grau de incerteza em torno das projeções é muito maior do que o habitual.

A balança comercial corrente e de capital, que mede as relações comerciais internacionais, que era de 0,9% em 2019, foi reduzida bruscamente a 0,3% em 2020, impulsionada pela queda nas exportações.

E as projeções para esse setor são de manutenção do índice baixo devido à crise do turismo, que levará tempo para se reerguer e atingir os antigos níveis.

Já a inflação portuguesa, que está em 0,1%%, devido à baixa no consumo e na produção industrial durante o confinamento, promete recrudescer gradativamente até 2022, quando deve chegar a 1,1%.

Apesar disso, a Comissão Europeia se mostra otimista com o desempenho de Portugal no controle da disseminação do vírus e na retomada das atividades econômicas, especialmente, do setor de turismo no verão recém- começado.

Como tudo o que se refere ao novo coronavírus, todas as projeções são especulações. É necessário aguardar o desenrolar dos fatos.

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