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- Marília/SP

Postado em 26/06/2020 às 16:05

Vendedor de salgados mariliense é humilhado e caso comove o Brasil

Postagem em tom de desabafo viralizou nas redes sociais e é destaque nacional

A comovente história de vida do mariliense Rafael Marciano que, mesmo sem uma das mãos, trabalhava como pintor e ficou sem trabalho por conta da pandemia, viralizou nas redes sociais e está sendo destaque nacional. 

Tudo por conta de um desabafo que ele fez no Facebook e o caso teve grande repercussão. Rafael, para sustentar a família (pai de três filhas pequenas) decidiu fazer salgados e doces para vender. Mas, nesta semana ele foi humilhado por um cliente porque demorou na entrega.

O caso rapidamente mobilizou dezenas de pessoas que decidiram abrir fazer "vaquinha" para ajudá-lo e hoje já chega a quase R$ 100 mil (para acessar e contribuir, clique AQUI). 

Entenda o caso

Como Rafael nasceu sem a mão esquerda, ele só pode contar com a mão direita para garantir o sustento da família.

De pintor, teve que buscar uma alternativa econômica e decidiu fazer salgados. Só que com dois desafios pela frente: usar apenas uma das mãos e não ter muita experiência nessa área (embora sempre gostou de cozinhar)

Esse foi o principal motivo para Rafael atrasar a entrega dos 54 salgados que o cliente tinha encomendado. Mas quem disse que o cliente levou isso em conta? Mandou Rafael voltar para casa com os salgados.

O rapaz pediu 54 salgados. Eram umas 9h da manhã. Eu falei que até às 11h estava pronto. Quando foi 13h é que ficou pronto. Atrasou porque eu tava fazendo pão também. Eu liguei pra ele, falei ‘o salgado tá pronto, posso levar?’, expliquei a situação.

“Ele falou, ‘não, rapaz você não sabe fazer nada’. Nossa, o cara me xingou, acabou comigo.”

No mesmo dia, Rafael pegou os salgados e levou para pessoas que moram em situação de rua, algo que ele costuma fazer sempre. “Eu sempre gosto de fazer pães e salgados e entregar para as pessoas em situação de rua”, explicou.

Vaquinha

O resultado dessa comovente história surpreendeu até os organizadores da vaquinha eletrônica. O valor erracado até hoje (R$ 98.015,00) supera em muito a meta inicial de R$ 35 mil.

O objetivo é fazer com que ele consiga comprar uma casa (hoje paga aluguel) e também ajudar a pagar as demais despesas, dando um conforto maior à família.

Confira o vídeo:

 

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