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- Marília/SP

Postado em 21/06/2020 às 15:00

Empresários recorrem a empréstimos para salvar os negócios

Eles viram o faturamento de suas empresas despencar de um hora para outra devido à pandemia do novo coronavírus.

Três meses após o alastramento da doença no Brasil, a Caixa Econômica Federal lançou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), linha de crédito que tem como objetivo garantir recursos a pequenos negócios e a manutenção dos empregos. 

O programa está disponível para microempresas com receita anual de até R$ 360 mil e para microempreendedores que movimentam até R$ 81 mil.

Além disso, também foram contempladas empresas de pequeno porte que faturam por ano até R$ 4,8 milhões. Os interessados no empréstimo terão carência de 28 meses para iniciar o pagamento da dívida. 

A adesão ao Pronampe é feito pelo site do próprio banco. Entre as vantagens da nova modalidade de crédito está o pagamento do empréstimo em até 36 vezes e taxa de juros de 1,25% mais a taxa Selic, que varia mensalmente e hoje está em 2,25%.

Para empresas com menos de 12 meses de funcionamento, o limite de contratação do crédito é até 50% do capital social ou até 30% da média do faturamento mensal calculado desde o início das atividades. O empreendedor escolhe pela forma mais vantajosa. 

Para empresas com mais de um ano de funcionamento, o limite de contratação corresponde a 30% da receita bruta anual calculada com base no exercício de 2019. 

Um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ) que ouviu 470 empresários do estado mostrou que 38,7% dos entrevistados têm a intenção de recorrer a empréstimos até o final de junho. O principal motivo para recorrer ao crédito, segundo os empresários, se dá principalmente pelo impacto que a Covid-19 trouxe ao comércio. 

O presidente da Fecomércio do Rio de Janeiro, Antonio Florencio de Queiroz Junior, alega que, por si só, empréstimos não são capazes de resolver os problemas dos empresários, sobretudo os microempreendedores, que são os mais afetados pela crise. Além da ajuda financeira, ele defende ações econômicas mais coordenadas por parte do Poder Público. Fonte: Brasil-61

 

 

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