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Informações de Marília e região

- Marília/SP

Postado em 04/06/2020 às 12:15

Nova ação movida pelo Ministério Público preocupa empresários em Marília

  • Movimento no comércio nestes primeiros dias de flexibilização

Para o comércio em geral, redução de horário para a fase "laranja" provocará maior aglomeração. Demais segmentos serão novamente prejudicados

A medida adotada pela Procuradoria Geral de Justiça do Estado, ligada ao Ministério Público em São Paulo, em ajuizar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (com pedido de liminar), para suspender parte do decreto do prefeito Daniel Alonso que liberou mais alguns segmentos do comércio, está preocupando os empresários marilienses. Mas, logicamente não foi surpresa porque -- como da outra vez -- isso já estava previsto. 

Para o superintendente da Associação Comercial e Industrial de Marília (ACIM), José Augusto Gomes, uma eventual favorável ao MP, pelo Tribunal de Justiça, trará uma série de consequencias - inclusive risco para a própria saúde da população.

O dirigente da entidade lembra que se hoje o comércio abrindo 6 horas (após mais de 70 dias de quarentena) já registra um grande movimento, se reduzir para 4 horas (como determina a "fase laranja" do Plano São Paulo) haverá uma concentração maior de pessoas em um tempo reduzido.

"Aí fica o risco de uma contaminação ainda maior da Covid-19. O certo seria o funcionamento normal, das 9 às 18h", afirmou José Augusto Gomes.

Prejuízo

A Associação Comercial ainda está  fazendo um levantamento de quantas empresas foram fechadas (e o número de demissões) por causa da quarentena.

Mas, se o decreto estadual prevalecer, o risco desse quadro piorar será muito grande porque vai afetar tanto pequenos empreendedores (de salões de beleza, por exemplo) como também proprietários de restaurantes, bares e academias, que pelo decreto estadual só poderão funcionar na fase seguinte do plano ("amarela").

Quanto ao crescimento nas vendas na forma "presencial", o superintendente da ACIM disse que ainda é cedo para fazer essa avaliação. O movimento maior mesmo (como o ocorrido na rua São Luiz) foi mais de pessoas procurando redes de lojas para pagar contas. 

Percetuais

José Augusto Gomes também fez uma matemática dos casos confirmados de Covid-19 em relação ao número de habitantes de Marília.

Se levado em conta os dados divulgados ontem, em que a cidade teria 109 exames positivos, isso representa 0,046% da população. Se for em relação aos 72 casos ainda em transmissão, o percentual cai para 0,03%)

Quanto ao número de mortes (apenas uma até agora), a matemática mostra uma redução ainda maior, ou seja, representa apenas 0,00042% da população.

Por isso, o superintendente da ACIM espera que o Tribunal de Justiça leve em conta essa estatística, mesmo porque foi com base também em números que a Procuradoria Geral de Justiça do Estado propôs a Ação Direta de Inconstitucionalidade

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