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- Marília/SP

Postado em 03/10/2019 às 15:38

Tassara: DIG apura "fato grave" após crime. Mãe passa por exame

Após relatório, delegado admite que houve "alguma coisa a mais" após vítima ser esfaqueada. Mas não revela se laudo do IML indicou que mulher foi ferida. Ele pediu exame de sanidade na adolescente.

A morte do dentista Aloísio Tassara, de 51 anos, ao que tudo indica assassinado pela própria filha, de 17 anos (pelas provas e depoimentos colhidos), com uma facada no peito, não foi a única tragédia ocorrida na madrugada do dia 23 de agosto.

Casa onde ocorreu a tragédia: caso complexo.

Logo após o crime, ocorreu um "fato grave" que ainda está sendo mantido em sigilo pela Polícia Civil, mas que pode envolver a mãe da menor.

Isso reforça pelo fato de que ela passou pelo chamado "exame de corpo de delito", usado tanto para materialidade do fato como também indicar possíveis vestígios ou ferimentos.

Todos estes detalhes e ao mesmo tempo sugerindo que a adolescente passe por um exame de sanidade mental, fazem parte do relatório encaminhado ontem à Justiça pelo delegado titular da DIG, Valdir Tramontini.

O procedimento já está nas mãos da Promotoria da Infância e Juventude.

Fato grave?

A divulgação desse "fato grave" vai depender dos desdobramentos na esfera decisão judicial. O delegado da DIG explicou que prefere manter sigilo.

Ele informou que foi instaurado outro procedimento (investigação) para apurar eventual participação de terceira pessoa no crime.

Isso já estaria praticamente descartado, conforme declaração do advogado da adolescente, Fábio Ricardo Rodrigues dos Santos, que a tragédia teria sido mesmo praticada pela menor durante um surto psicótico.

A DIG recebeu três exames feitos pelos peritos: da cena (local) do crime, chamado "perinecroscopia"; do laudo necroscópio na vítima (causa da morte: choque hemorrágico - devido a facada que levou no peito); e o exame de "corpo de delito" da esposa da vítima. 

Exame de sanidade

O depoimento da adolescente ocorreu apenas 40 dias depois do crime, no Hospital das Clínicas, onde permanece internada sob custódia.

Ela respondeu a todos as perguntas da polícia (depoimento gravado em vídeo), mas mesmo assim o delegado da DIG sugere em seu relatório é de que ela passe por exame de sanidade mental, realizado por peritos nomeados pela justiça.

O exame indicará se a menor no dia do crime era capaz, relativamente incapaz ou absolutamente incapaz.

Dependendo da situação, se for condenada, ela poderá cumprir pena na Fundação Casa (se for considerada capaz) ou nas outras duas circunstâncias, passar por tratamento ambulatorial  ou internação em hospital de custódia.

Dinheiro na cueca

Outro detalhe que intrigou muita gente foi o lado da vítima estar com grande quantidade de dinheiro na cueca (R$ 16.550,00). O delegado Valdir Tramontini ouviu funcionários, testemunha e a família.

Todos disseram que a o dentista tinha esse costume, ou seja, guardar dinheiro de recebimentos na própria roupa, como no caso da cueca, além de uma "pochete".  

 

 

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