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Informações de Marília e região

- Marília/SP

Postado em 01/06/2019 às 18:30

Caminhoneiro mariliense refém em assalto é solto por criminosos

  • A carreta já foi localizada, mas o caminhoneiro mariliense permanece desaparecido.

Vítima ficou desaparecida por mais de dois dias e teve ajuda de pescadores. Carreta e a carga já haviam sido localizadas pela polícia. Assalto ocorreu na Baixada Santista

Após permanecer mais de dois dias refém de assaltantes, o caminhoneiro mariliense Valdemir Filizardo, que completou hoje 56 anos, foi libertado no final da tarde deste sábado (01) pelos criminosos e já manteve contato com a família.

O assalto ocorreu na Baixada Santista, na quinta-feira de madrugada. A carreta e a carga foram localizadas horas depois, em diferentes locais, mas a vítima permaneceu desaparecida durante todo esse período. 

De acordo com o sobrinho, Giovani Silva Culura, assim que foi rendido e sob a mira de uma arma, teve que ligar para sua esposa dizendo que "estava tudo bem" (embora com uma voz muito estranha) como forma da polícia não ser avisada.  

Após mais de dois diasrefém, caminhoneiro foi liberado pelos criminosos

De acordo com o boletim de ocorrência, Valdemir carregou a carreta bitrem com fertilizantes em Cubatão e deveria seguir para o Mato Grosso. Mas, uma hora depois possivelmente foi vítima de roubo de carga.

O "cavalinho" (cabine da carreta) foi localizado na própria cidade onde iria iniciar a sua viagem. Já os dois semi-reboques já estavam em Santos (distância de 17 quilômetros entre as duas cidades), com todo o carregamento intacto.

Os criminosos disseram ao motorista que havia sido assaltado "por engano", ou seja, não era aquela carga que estavam interessados. Mesmo assim, teve que permanecer refém por dois dias para que os comparsas pudessem fugir. 

Valdemir disse aos familiares que não foi agredido e os assaltantes até compraram o medicamento que ele precisa tomar para controlar o diabete. Ao ser solto, na cidade de Cubatão, pediu ajuda a alguns pescadores que o levaram até à Delegacia. 

Valdemir Filizardo trabalha para uma transportadora de Marília e sempre trabalhou nessa área, tendo sofrido outros dois assaltos. 

Praticamente o último contato dele com a família foi quando ficou sabendo que o seu irmão tinha falecido por problemas de saúde. Mesmo assim, teve que prosseguir com o trabalho e ao que tudo indica acabou vítima de assalto e ficou refém da quadrilha.

Como precisa prestar depoimentos e ainda aguardar a documentação de liberação do veículo, Valdemir Filizardo só deve chegar em Marília na segunda-feira quando vai rever os familiares. 

 

 

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