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- Marília/SP

Postado em 14/06/2018 às 11:40

Leishmaniose: com criatividade, Emei Sambalelê envolve alunos no combate à doença

  • Crianças aprendem brincando, com bichinhos de pelúcia, sobre os cuidados com os cães

O combate à leishmaniose visceral, a exemplo da guerra ao Aedes Aegypti, também pede envolvimento da população e muita criatividade. Alunos da Emei Sambalelê, na zona sul da cidade, estão preparados para enfrentar o mosquito palha, transmissor da doença. Nas aulas, teve consultório veterinário mirim, oficinas de artes e até caminhada para alertar a vizinhança.

A escola, com cerca de 200 alunos, está localizada no Jardim Monte Castelo e atende crianças entre dois e cinco anos. Para cada etapa do desenvolvimento, uma proposta diferente de atividade.

Os alunos do maternal (dois e três anos) levaram bichinhos de pelúcia e aprenderam brincando, no “consultório veterinário mirim”, a cuidar dos animais de estimação para reduzir o risco de contaminação dos cães.

Já para as crianças do Infantil I e II (quatro e cinco anos) foram expostos o tema por meio de música, teatralização, produção de desenhos e, acompanhados da equipe de educadores, caminhada pelas ruas do bairro para pedir conscientização aos moradores.

Caminhada nas ruas do bairro chamou a atenção para a limpeza dos quintais e combate ao mosquito palha

LEISHMANIOSE - É uma doença grave que acomete o homem, os cães e outros mamíferos. É causada pelo parasita Leishmania chagasi, que é transmitido por meio da picada do mosquito palha. Nas áreas urbanas, o cão é a principal fonte de infecção. Ao picar um cão infectado, o mosquito palha passa a transmitir a doença.

O mosquito costuma picar a partir do final da tarde até o amanhecer. Para evitar a proliferação do mosquito palha é preciso manter o ambiente limpo, livre de entulhos e matéria orgânica. A cidade apresenta casos da doença em humanos desde 2011, quando foi confirmada uma notificação de leishmaniose visceral na zona norte.

Em 2014 foram outras duas ocorrências e em 2015 mais uma. Em 2016 o número disparou: foram 10 casos. Sem ações específicas de controle entre 2014 e 2016, o avanço da doença prosseguiu.

 

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