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- Marília/SP

Postado em 18/12/2014 às 17:58

Liberdade de imprensa ameaçada. Jornal tem quebra de sigilo

  • Liberdade de imprensa ameaçada (ampliar)

Juiz quer descobrir qual fonte ajudou Jornalista em reportagem.

 

O juiz da 4ª Vara Federal de Rio Preto, Dasser Lettiére Junior, determinou a quebra de sigilo telefônico do Diário da Região, de São José do Rio Preto, e também do jornalista Allan de Abreu.

 

A decisão determina que sejam fornecidos todos os números de telefones, incluindo celulares, em nome da empresa e do jornalista.

 

O objetivo seria identificar uma fonte do jornalista, autor de reportagens sobre a operação da Polícia Federal que desbaratou esquema de corrupção na Delegacia do Trabalho em Rio Preto.

A decisão foi classificada como "abusiva" pelo advogado do Diário, Luiz Roberto Ferrari, e remete aos tempos de ditadura militar, segundo sua avaliação. 

 

A medida também foi repudiada por entidades, como Associação Nacional de Jornais (ANJ) e Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

 

Juiz Dasser Lettiére Junior: descobrir a fonte

 

Allan foi indiciado pela Polícia Federal, por determinação do procurador do Ministério Público Federal Álvaro Stipp, por suposto crime de quebra de sigilo judicial em 2011.

 

 

DENÚNCIA - O pedido foi por conta de reportagens publicadas pelo jornalista em maio de 2011 sobre a Operação Tamburutaca. Na ocasião, o então delegado regional Robério Caffagni foi preso, afastado do cargo e, no início deste ano, perdeu direito à aposentadoria.

 

O Diário teve acesso a trechos da investigação e revelou detalhes sobre escutas telefônicas que envolviam funcionários da Delegacia Regional do Trabalho.

 

O despacho assinado pelo juiz dá prazo de 30 dias para que empresas de telefonia forneçam os números em nome do jornalista e do jornal. O pedido de quebra de sigilo foi feito pela PF, a pedido do MPF.

 

No início deste ano, o delegado da polícia federal José Eduardo Pereira de Paula havia encerrado o inquérito, mas o procurador Svamer Adriano Cordeiro - que assumiur o caso pediu a quebra de sigilo. " Observo nestes autos indícios de fatos graves a serem apurados.

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