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- Marília/SP

Postado em 04/12/2014 às 13:05

Ciclista sem perna em corrida de 22 dias por montanhas

  • Corrida durou 22 dias, com subida equivalente a 6 Everests

Ele desenvolveu técnica especial para pedalar em montanhas

 

Christian Haettich tem apenas um braço e uma perna. Mas durante 22 dias neste verão, ele pedalou pelas montanhas Dolomitas, Alpes e Pirineus e foi um dos 10 finalistas de uma maratona de ciclismo de três semanas.

 

Foram três corridas de 7 dias, passando pelas principais cadeias montanhosas da Europa.

 

A corrida tem 22 dias, com apenas um de descanso. Neste período, os ciclistas percorrem 2575 quilômetros e passam por 60 subidas.

 

Nascido na Alsácia, na França, Haettich foi atingido por um carro quando dirigia uma moto aos 15 anos. Ele perdeu a perna a partir do quadril e o braço do cotovelo para baixo.

 

Embora sempre tivesse sido fã de ciclismo, ele só começou a pedalar profissionalmente com mais de 30 anos, quando já era casado e tinha filhos.

 

Para aprender a andar de bicicleta, Haettich teve que trabalhar seu equilíbrio. Haettich tem uma prótese para andar, mas ela não é adequada para pedalar.

 

"Não tinha equilíbrio e cai várias vezes. Pensei em desistir. Minha mulher me ajudou até o dia em que eu consegui pedalar sozinho e no final o esforço valeu a pena".

 

Para pedalar com uma perna só, ele usa um clipe que prende seu pé ao pedal. Só assim é possível puxar o pedal para cima.

 

Mas aprender a pedalar em montanhas não foi fácil. Os ciclistas normalmente dividem o esforço entre as duas pernas, mas Haettich teve que desenvolver uma técnica para conseguir fazer tudo com uma só.

"Minha deficiência nunca me impediu de pedalar. Isso me dá determinação e força mental. Eu não posso pedalar de outra forma, então eu não tenho escolha", diz.

 

Questionado se é uma fonte de inspiração para outros ciclistas, ele responde que isso precisa ser perguntado para eles.

 

"De toda forma, fico muito orgulhoso. Sei que muitos ciclistas me acham um exemplo, pelo meu comprometimento, minha força mental, mas eu os admiro também".

 

Quando Haettich cruzou a linha de chegada, ouviram-se aplausos e sirenes das motos de apoio. Nos últimos 100 metros, o público aplaudiu e gritou seu nome.

 

"Andar de bicicleta é liberdade. O ciclismo leva minha deficiência embora, me ajuda a seguir em frente, me ajuda a ir sempre mais longe. A bicicleta é uma fonte de inspiração."

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