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Informações de Marília e região

- Marília/SP

Postado em 18/05/2019 às 14:00

Dono de restaurante em crise faz apelo nas redes sociais e salva negócio

No final de abril, em um dia frio em Curitiba, bateu o desespero no empresário Erik Fillies, 39, dono do restaurante Cozinha Pirata. Isso porque apenas uma pessoa, segundo ele, entrou no estabelecimento. No dia anterior, disse, tinha recebido somente quatro clientes.

Com medo de ter que fechar as portas, decidiu fazer um desabafo nas redes sociais. Publicou um texto dizendo que o restaurante "agonizava" e precisava de clientes para manter as portas abertas. 

"Não é como se precisássemos de centenas de pessoas todos os dias lotando nosso restaurante. Bastam 25 entrando pela porta e comprando um prato de comida. Apenas isso", escreveu ele.

O desabafo sincero do empresário deu resultado. Até mais do que o esperado. No dia seguinte, segundo ele, cerca de 90 pessoas entraram pela porta do restaurante, inclusive moradores de bairros afastados.

Ele e sua mulher, a publicitária Mariana Guedes, 32, conseguiram atender apenas 50 pessoas. "Tivemos que pedir desculpas para o restante", disse ela, que toca o restaurante junto com o marido.

Nos dias seguintes, a média de clientes se manteve. Para dar conta dos atendimentos, eles decidiram mudar o cardápio. Em vez das 20 opções de pratos que costumavam ter, passaram a oferecer apenas seis a cada dia.

Às sextas-feiras, por exemplo, os clientes podem escolher entre bife, frango, bife acebolado e bisteca suína. Para quem não quer carne, as opções são berinjela a parmegiana ou abóbora assada. Os pratos vêm com arroz, feijão, batata frita e salada, e os preços vão de R$ 15,90 a R$ 20,90.

Fillies e sua mulher abriram o restaurante em setembro de 2017. Pegaram R$ 40 mil que estava na poupança, fruto de dez anos de trabalho, e investiram no negócio. Cerca de R$ 15 mil foram usados para reformar a casa alugada, comprar cadeiras e equipar a cozinha.

Em março deste ano, a construção do prédio ao lado desabou sobre o restaurante. Parte do telhado foi destruída, assim como algumas mesas e o espaço para crianças. A construtora responsável pela obra arcou com os prejuízos, mas o local teve que ficar fechado por duas semanas.

"Acreditamos que o período que ficamos fechados, somado às dificuldades corriqueiras relacionadas ao mercado de restaurantes, afastou nossos clientes", disse Mariana.

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