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Visão Notícias - Informações de Marília e região
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Informações de Marília e região

- Marília/SP

Postado em 08/05/2019 às 11:00

DENGUE: Cientista elogia Saúde de Marília e destaca organização

  • O pesquisador José Joaquim Carvajal destacou o trabalho desenvolvido em Marília

Ele realiza em Marília uma nova experiência no combate ao transmissor da doença. Cidade viveu megaepidemia em 2015, com mais de 50 mil casos e 37 mortes.

Cientista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que atua na pesquisa nacional de nova estratégia contra o mosquito Aedes Aegypti, esteve em Marília nesta terça-feira (7) para encontro com profissionais da Secretaria Municipal da Saúde e órgãos parceiros.

O pesquisador José Joaquim Carvajal é boliviano e integra o esforço internacional, liderado pelo Brasil (por meio da Fiocruz), visando experimentar uma estratégia que usa o próprio mosquito para transportar larvicida a possíveis criadouros, onde ovos podem ser eliminados.

O estudo começou no final de 2017 e deve seguir ao longo deste ano. “Marília tem sido um excelente campo para essa pesquisa por ter uma rede de saúde ampla e organizada. Estamos aprendendo muito com a experiência no município e, inclusive, levando para outras cidades”, disse o cientista.

Ele afirma que o estudo é “promissor” e embora ainda esteja em andamento, já é possível afirmar que a nova estratégia “pode ter impacto no controle de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, levando, inclusive, a números mais moderados da dengue na cidade”.

CASOS CONFIRMADOS - Marília enfrentou uma situação gravíssima em 2015 quando foram registrados cerca de 50 mil casos positivos e 37 óbitos. Até esta semana, foram confirmados 401 casos autóctones (contraídos no próprio município) e 12 casos importados (total de 413). Bauru, por exemplo, está com 15.820 casos de dengue e 17 mortes em virtude da doença. 

Estamos trabalhando muito para evitar o agravamento da situação. O perigo existe e é real, mas juntos podemos ganhar essa batalha. É muito importante que a população continue contribuindo com o Poder Público nas ações de prevenção, pois só assim conseguiremos evitar a proliferação dos casos”, afirmou o secretário municipal da Saúde, Ricardo Mustafá.

DESTAQUE

O projeto inovador, desenvolvido em parceria pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), é testado em seis cidades do país e Marília é a única no estado de São Paulo que está participando da iniciativa.

A ideia de usar o próprio mosquito para levar o veneno aos locais com água parada e de difícil acesso veio em boa hora. Isso só é possível com a instalação das armadilhas desenvolvidas no projeto.

A armadilha é bem simples, formada por um balde com água forrado com um tecido preto, onde é aplicado o produto Pyriproxyfen, já utilizado em todo o país para eliminar o Aedes aegipty.

Trata-se de um inibidor que prejudica o desenvolvimento das larvas. A aposta dos pesquisadores é que os próprios mosquitos levem esse larvicida a criatórios inacessíveis.

 

 

 

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