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- Marília/SP

Postado em 14/04/2019 às 10:00

Gestão de crises e o papel do líder (parte 2): antecipe

 

Por Marcos Boldrin *

http://marcosboldrin.com.br

No artigo anterior (clique AQUI ), citei algumas das maiores tragédias recentes em nossa contemporaneidade e os efeitos sobre as principais lideranças envolvidas, a realidade do compliance nos tempos de hoje e a possível blindagem do brand: um dos mais preciosos patrimônios das empresas e instituições.

Neste artigo, o foco está sobre o que um forte Líder pode fazer ante aos riscos e crises a que toda organização está sujeita:

Qualquer organização corre riscos, o que gera uma certeza: riscos são inerentes às atividades humanas, inexistindo instituições e empresas (micro, pequenas, médias ou grandes) que os consigam eliminar totalmente. No máximo, os mitigam, reduzem.

Em comum: todas estão expostas a crises.

Ausência de planos claramente definidos e expressos, organizações com frágeis controles internos, somados à deficiência na gestão, com lideranças fracas, são a principal causa do fracasso no mundo dos negócios. Frente aos riscos, estas regras são ainda mais impactantes.

Não nos enganemos: mesmo as entidades da administração pública, que supostamente não “quebram”, se expostas à ausência de uma política de gestão de riscos, podem ter o alcance de seus objetivos e metas comprometido, detidamente o seu bem: o atendimento do interesse público.

Por outro lado, se antecipadamente bem trabalhados e prevenidos, riscos também podem ser sinônimo de oportunidades – tornando-se “riscos positivos”.

Nesse caso, o líder deve melhor aproveitá-los, a exemplo do que vêm fazendo instituições como a International Organization for Standardization (ISO) e o Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO), balizadoras de estudos para a criação de normas e estruturas que melhor organizem a utilização da gestão de riscos nas corporações.

Quanto ao líder: o que pode e deve fazer?

Atitude é a palavra-chave.

Uma das ações é a de prevenir – e, como diz o dito popular, prevenir é o melhor remédio. Etimologicamente, prevenção significa atuar de forma antecipada, impedindo que um determinado desfecho indesejado se instale.

Portanto, com atitude responsiva, o líder garante um conjunto de ações que evitam o desencadeamento dos fatores que dão causa a uma crise ou, vindo a ocorrer, garante o comprometimento de todos na redução ou eliminação destes riscos.

Para tanto, nada melhor do que um bom Plano de Contingência que permita o acesso a conhecimentos, desenvolva habilidades específicas de atuação e defina responsabilidades.

A implantação de um Plano de Contingência simples, direto e prático constitui-se num imenso passo inicial: nele, estabelecemos procedimentos e protocolos a serem adotados na eclosão de uma ameaça ou crise, consolidando-se uma política de gerenciamento de riscos, de forma institucional e transparente.

Com ele, evitamos o desespero, o pânico e a inércia que naturalmente se instalam diante da surpresa, do espanto, de uma crise emergente e urgente: antecipamos cenários; estabelecemos níveis de riscos e impactos inerentes; definimos competências - quem exatamente fará o que, de que forma e em qual momento -; monitoramos e controlamos ao máximo os processos afins etc.

Por ele, garantimos a destinação de recursos humanos e materiais de forma cirúrgica, direcionando-os para os ambientes de maiores e reais riscos, evitando-se desperdícios principalmente de energia e tempo.

Além disto, minimizamos incertezas e ameaças, impactando positivamente e de forma direta na própria marca do Líder e, por conseguinte, da empresa ou instituição, graças à boa impressão de confiabilidade, eficiência, eficácia, respeito às normas legais e criação de valor – uma imensa vantagem competitiva em tempos de grande concorrência e competitividade.

Tal criaturas vivas, planos exigem movimento, carecem de treinamentos práticos e constantes, testes, momentos em que a necessidade de atualizações se faz pertinente, quaisquer que sejam elas.

Tudo isto, obviamente, legitimado por decisões baseadas em dados confiáveis, decisões estas que devem ser consolidadas com tal prática.

Lembremos, sempre: uma situação de emergência, se bem administrada desde seu início, permitirá à liderança ações ordenadas, coordenadas e contínuas até o seu final, quaisquer que sejam as suas dinâmicas.

No artigo seguinte, consideraremos a deflagração de uma crise (seja de ordem patrimonial, política ou de marketing), evidenciando como um Líder deve agir de imediato e assertivamente. 

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* Marcos Boldrin é Tenente Coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Arquiteto e Urbanista.

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