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Informações de Marília e região

- Marília/SP

Postado em 19/10/2018 às 15:00

MPF: governo federal tem 60 dias para regularizar envio de remédios contra hepatite C

Ministério da Saúde tem atrasado remessa de lotes; 4,6 mil pacientes aguardam entrega para iniciar tratamento no Estado

A Justiça Federal determinou que o Ministério da Saúde entregue ao estado de São Paulo lotes integrais de sete medicamentos destinados ao controle da hepatite C. A decisão liminar foi proferida a pedido do Ministério Público Federal e deve ser cumprida em até 60 dias.

Os problemas no fornecimento dos remédios pelo governo federal, registrados desde o segundo semestre de 2016, têm levado ao desabastecimento na rede pública paulista e colocam em risco mais de 4,6 mil pacientes que estão na fila de espera para iniciar o tratamento, além daqueles que já realizam a terapia contra a doença e também dependem do envio dos comprimidos.

A ordem judicial refere-se à entrega de lotes de Daclatasvir 30 mg, Daclatasvir 60 mg, Simeprevir 150 mg, Sofosbuvir 400 mg, Elbasvir 50 mg, Grazoprevir 100 mg e do composto Ombitasvir 12,5 mg/Veruprevir 75 mg/Ritonavir 50 mg + Desabuvir 250 mg. Segundo a decisão, o governo federal deve respeitar rigorosamente o cronograma de fornecimento trimestral e destinar os remédios ao estado de São Paulo em remessa única.

O envio com atraso e parcelado tem sido prática comum do Ministério da Saúde. A situação chegou a um ponto crítico nos últimos cinco meses, quando a pasta deixou de expedir lotes inteiros de alguns dos medicamentos.

A hepatite C é uma doença viral que, quando crônica, requer medicação contínua. O tratamento envolve a combinação de diferentes fármacos, e a interrupção no uso de um deles pode comprometer a eficácia de toda a terapia.

Se os remédios possibilitam 90% de chance de cura, sem eles os pacientes estão propícios a desenvolver cirrose e câncer hepático, um dos tipos mais letais. Três ou quatro dias sem tomar os medicamentos é o suficiente para a anulação de avanços no quadro clínico, levando à necessidade de reinício do tratamento.

Leia a íntegra da liminar e da ação civil pública.

 

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