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Visão Notícias - Informações de Marília e região
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Informações de Marília e região

- Marília/SP

Postado em 10/10/2018 às 14:00

Saúde confirma caso de leishmaniose na zona sul, em Marília

  • A terceira vítima da doença chegou a ficar internada no HC, mas já teve alta.

Vítima é um idoso de 74 anos. Outros dois casos já haviam sido registrados este ano, ambos na zona norte. Não há registro de mortes.

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde confirmou um caso de leishmaniose visceral em um morador da zona sul, em Marília. E vítima é um homem de 74 anos que já teve alta do Hospital das Clínicas.

Várias ações de bloqueio já está sendo realizada. População deve colaborar, limpando os quintais, eliminando totalmente chiqueiros/galinheiros da zona urbana e controlando a superpopulação de cães.

Este ano, outras duas notificações suspeitas de leishmaniose visceral em Marília tiveram resultado positivo. Em ambos os casos, os pacientes são moradores da zona norte. Não houve nenhum óbito no município.

A supervisora da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Arrigoni Mosquini, explica que as ações de controle incluem identificação de cães e de pessoas com sintomas da doença. Também são feitas vistorias em imóveis num raio de até 200 metros do local em que mora o paciente.

Como o "mosquito palha", transmissor da doença, precisa de material orgânico e umidade para se reproduzir, a Secretaria orienta os moradores para remover folhas secas, frutas e madeiras apodrecidas, fezes de animais e todo tipo de entulho que favorece a formação de ambiente úmido, onde a fêmea do mosquito-palha pode botar seus ovos.

COLETA E CASTRAÇÃO

A Secretaria da Saúde anunciou que, a exemplo do que já acontece na região norte da cidade (Jânio Quadros, Santa Antonieta, JK e Jardim Renata), dará início na zona sul à coleta de materiais orgânicos nos bairros mais próximos do foco de leishmaniose.

A população terá a oportunidade de colocar em frente às casas, em dias específicos, materiais orgânicos que não podem ser levados pela coleta do lixo comum.

Também será realizado o inquérito sorológico canino e os cães com resultado negativo poderão ser castrados, gratuitamente, por meio do Programa Municipal de Controle da Leishmaniose, favorecendo controle da superpopulação canina e prevenção de casos humanos da doença.

LEISHMANIOSE EM MARÍLIA

A cidade apresenta casos da doença em humanos desde 2011, quando foi confirmada uma notificação de leishmaniose visceral na zona norte. Em 2014 foram outras duas ocorrências e em 2015 mais uma.

Em 2016 o número disparou: foram 10 casos. em 2017, foram confirmados 15 casos. Já em 2018, a cidade soma três notificações positivas.

Mais informações podem ser obtidas nas unidades de saúde do município ou por meio do telefone (14) 3401-5400, junto à Divisão de Zoonoses.

 

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