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Visão Notícias - Informações de Marília e região
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Informações de Marília e região

- Marília/SP

Postado em 23/08/2018 às 17:55

OPERAÇÃO ETANOL: empresário mariliense é acusado de iniciar desvio de R$ 28 milhões

  • Na foto, divulgada pela Polícia Civil do MT, Júnio José Graciano é o primeiro da esquerda para a direita.

O delegado Seccional de Marília, Wilson Frazão, divulgou nesta tarde, mais informações sobre a operação realizada hoje para prisão de um empresário mariliense de 44 anos, acusado de participar dos desvios de cerca de R$ 28 milhões da cooperativa de produtores de álcool e cana-de-açúcar (Coprodia), no Mato Grosso.

Hoje, foi realizada a terceira fase da operação "Etanol" nos Estados de Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, cumprindo 50 ordens judiciais (46 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão, entre eles o de Marília).

Matéria atualizada às 14h40

Foto da operação, divulgada pela Polícia Civil.

De acordo com site G-1, que cita como fonte a Polícia Civil do Mato Grosso, o empresário mariliense preso na operação é Júnio José Graciano (ex-gerente da Cooperativa) e é apontado como responsável pelo início dos desvios de dinheiro. O site tentou localizar o advogado de Júnio, mas não foi localizado.

Também foram presos hoje: Adriano Froelich Martins (ex-gerente administrativo da cooperativa, foi preso em Jaciara); Heberth Oliveira da Silva (ex-responsável pelo setor de compras dessa indústria); e Haran Perpétuo Quintiliano (apontado como responsável por abrir empresas fantasmas).

Júnio José Graciano é investigado por desvio e lavagem de dinheiro. Já estava desligado da empresa há anos, porém, de acordo com a polícia, indicou o atual diretor que continuou com o esquema de corrupção. Ele teve prisão preventiva decretada pela justiça.

Além de empresário, também atua como advogado. Na casa dele, localizada no bairro Santa Tereza, os investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), comandados pelo delegado Valdir Tramontini, apreenderam dois notebooks, um HD externo, um computador, um tablet e três aparelhos celulares, além de vários documentos.

Agora será será levado para uma cadeia da região, até sua remoção para o estado do Mato Grosso, juntamente com as outras três pessoas que também foram presas em diferentes regiões.

A OPERAÇÃO 

Mais de 160 policiais (delegados, escrivães e investigadores) foram mobilizados para o cumprimento das ordens judiciais.

A investigação, conduzida pela Delegacia da Polícia Civil do município de Campo Novo dos Parecis (a 1.700 k de Marília), apura desvios de cerca de R$ 28 milhões da cooperativa de produtores de álcool e cana-de-açúcar (Coprodia), que tem 46 cooperados, divididos em 19 famílias, quase todas moradoras de Campo Novo do Parecis, e constitui importante fonte de renda e emprego da cidade.

Na fase atual da operação, três ex-funcionários da cooperativa e a pessoa responsável pela abertura de empresas de fachadas para lavar o dinheiro estão com ordens de prisão decretadas. Uma delas seria o empresário mariliense.

O delegado que preside a investigação, Adil Pinheiro de Paula, informou que o objetivo da nova fase da operação é arrecadar elementos e apreender documentos fiscais e contábeis, que comprovem a movimentação financeira já detectada e investigada pela Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público.

A 1ª fase da operação foi deflagrada em julho de 2017, para bloqueio dos bens de Nivaldo Francisco Rodrigues, apontado como um dos chefes do esquema criminoso. Foram bloqueados 15 imóveis em Campo Novo dos Parecis, 7 bens localizados em Juína, Cuiabá e Paraná, além de recursos financeiros, automóveis e gado, demonstrando o enriquecimento ilícito do suspeito.

O ex-diretor financeiro da cooperativa foi preso na 2ª fase (12/06/2018), após a Polícia Civil descobrir, que mesmo sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, ele continuou movimentando dinheiro da cooperativa. Entre o final de 2017 e começo de 2018 foram cerca de R$ 1 milhão – ato que estava expressamente proibido por determinação judicial.

Segundo a investigação, Nivaldo é o chefe da organização criminosa, sendo o elo entre as empresas (fantasmas) que forneciam as notas falsas de prestação de serviço e o dinheiro da cooperativa. Ele também ficava com a maior parte do dinheiro desviado.

 

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