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Informações de Marília e região

- Marília/SP

Postado em 30/07/2018 às 16:00

Erro médico: Governo do RJ é condenado a pagar R$ 150 mil de indenização

Uma decisão em segunda instância da Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou que um homem receba R$ 150 mil e uma pensão vitalícia de um salário mínimo por um erro médico. Em o peração para retirar o baço, acabou sem o rim esquerdo.

A decisão é mais um passo em uma batalha judicial que já dura 11 anos entre o motorista Adriano Ferreira da Silva e o Governo do Estado, que ainda pode recorrer.

Em 2005, Adriano caiu de uma altura de cerca de 30 metros, em uma cachoeira em Muriqui, em Mangaratiba, região da Costa Verde. Foi resgatado e acordou 15 dias depois, no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Teve que passar por cinco cirurgias após ter uma grave lesão na coluna.

A segunda e a terceira cirurgias foram feitas para corrigir o erro da primeira, segundo ele relata. Na terceira operação, realizada no dia 8 de dezembro de 2006, havia a previsão de retirada do baço. Dias depois, Adriano descobriu durante um exame que o órgão retirado havia sido o rim esquerdo.

A declaração foi confirmada com uma tomografia, feita no dia seguinte. O paciente ainda que sofreu com uma infecção hospitalar e uma tuberculose óssea.

Um documento feito por um médico e anexado ao acórdão do processo atesta que Adriano foi vítima de vários erros.

“É lamentável que uma questão que trate de um assunto tão importante, relativo à vida, à saúde. A extração de um órgão vital indevidamente demore tanto”, destacou Márcio Antônio Candido, advogado de Adriano.

Limitações físicas: A decisão ressalta que, quando sofreu o acidente e a série de erros médicos, Adriano ainda era jovem. Atualmente, possui limitações físicas que o impedem de trabalhar.

Para o advogado, a decisão favorável não é o ponto final. “Vamos aguardar agora a longa batalha que será para receber isso. Certamente teremos que entrar na longa fila de precatórios. Então é uma nova luta”, contou Márcio Antônio Candido.

Sem o rim e com problemas na coluna, Adriano sofre por não poder pegar os filhos no colo plenamente e nem carregar peso. Mas o pior é conviver com a eterna lembrança do que aconteceu. “Eu sinto dor direto. Eu convivo com a dor”.

Fonte: G1

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