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Postado em 11/08/2017 às 20:00

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Justiça dá liminar para não sacrificar galos apreendidos em rinha. Mas, decisão chega tarde

Aves foram trazidas para o setor de Zoonozes em Marília e tiveram que ser mortas por causa dos ferimentos. Dono diz que tinha autorização
  1. Um dos galos apreendidos e a decisão judicial.

A apreensão de cinco galos "de briga" (conhecidos como "índios") pela Polícia Ambiental na cidade de Júlio Mesquita foi parar na justiça. Mas, por um motivo diferente do crime ambiental: o dono das aves conseguiu liminar para que não fossem sacrificadas, alegando inclusive que é um criador com carteirinha e tudo.

Os galos foram encontrados mutilados, segundo a Polícia Ambiental.

Mas, a medida judicial chegou tarde demais: a Prefeitura de Marília informou no final desta tarde que, devido as condições dos galos e com base na legislação em vigor, os galos já haviam sido sacrificados.

O caso começou na semana passada. Após denúncia anônima, policiais ambientais de Marília foram até uma casa na vizinha cidade onde descobriram uma rinha de galo, inclusive com aves que apresentavam indícios claros de maus tratos.

Veja também:

Rinha de galos dá multa de R$ 15 mil, na região

No local, foram encontrados cinco galos "índios" confinados em cativeiros individuais, com indícios claros de maus tratos, como mutilação das esporas naturais, cristas e barbelas, além de dois estarem com as asas perfuras por anilhas de marcação, aparentando que os animais estavam sendo utilizados em rinha de galos. Ainda no mesmo recinto foram apreendidos um rebolo e medicamentos de uso veterinário.

Rinha de galo apreendida no local.

O dono da casa foi multado em R$ 15 mil, por praticar ato de maus tratos e mutilação a animais domésticos, além de correr o risco de ser processado por crime ambiental.

OUTRO LADO - Nesta tarde, o advogado do proprietário dos galos, Marcos José Vieira, ligou para a redação do portal Visão Notícias e informou que seu cliente é integrante de uma entidade criadora de animais para briga (ANACOM - Associação dos Criadores e Preservadores de Raças de Aves, com sede em Minas Gerais. Clique AQUI) e teria autorização para criação dessas aves, inclusive para venda. Negou que no local estaria sendo praticada o "combate".

Quanto aos cinco galos apreendidos pela Polícia Ambiental, o advogado garante que o dono comprou apenas para fins de procriação, ou seja, seriam utilizados como matrizes para gerar novas aves para a prática desse "esporte".

Dono dos galos seria criador, afirma advogado.

Para que não fossem sacrificados, o criador conseguiu uma liminar no Fórúm de Cafelândia. O juiz Octávio Santos Antunes aceitou parcialmente o pedido: "diante do exposto, defiro parcialmente a liminar pleiteada, apenas para determinar a suspensão imediata do procedimento de abate das aves apreendidas".

CHEGOU TARDE - O portal Visão Notícias encaminhou demanda à assessoria de imprensa da Prefeitura de Marília questionando se a liminar já havia sido cumprida. Mas, a decisão judicial chegou tarde. Os galos já haviam sido abatidos no setor de Zoonozes:

"A Polícia Militar Ambiental apreendeu as aves, durante ocorrência de maus tratos na região.As mesmas foram encaminhadas à Divisão de Zoonoses, para a realização dos procedimento previstos em legislação.A liminar foi expedida intempestivamente", diz a nota.

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