A Justiça Federal em Brasília aceitou hoje (28) denúncia contra o diretor-presidente do Bradesco, o mariliense Luiz Carlos Trabuco (por corrupção ativa), e mais nove
pessoas na Operação Zelotes. Com a decisão, todos viraram réus na investigação.
Aos 64 anos, Luiz Carlos Trabuco Cappi assumiu a presidência executiva do Bradesco em março de 2009, após 40 anos de carreira dentro do banco que surgiu na cidade (começou a sua carreira no banco, em 1.969, como escriturário). O executivo viveu durante 21 anos em Marília. Ele já recebeu o título de Cidadão Benemérito do Município de Marília.
Trabuco esteve recentemente em Marília para a solenidade de passagem da Tocha Olímpica. Em 2014, ele chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Fazenda, mas não aceitou.
O Bradesco é investigado na Zelotes desde o ano passado por ter contratado o grupo que, segundo as investigações, pagava propina em troca de decisões favoráveis no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) – onde são julgadas as multas da Receita Federal a empresas e contribuintes.
Os acusados foram denunciados pelo Ministério Público (MPF) pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Eles são acusados de obter vantagens no Carf.
A Zelotes investiga um suposto esquema de venda de sentenças no Carf para beneficiar empresas multadas pela Receita Federal e a negociação de medidas provisórias em favor de empresas do setor automobilístico.
Vinculado ao Ministério da Fazenda, o Carf é um órgão ao qual contribuintes recorrem contra multas.
Outro lado - Em nota à imprensa, o Bradesco negou as acusações do MPF.
“O Bradesco reitera sua convicção de que nenhuma ilegalidade foi praticada por seus representantes e, em respeito ao rito processual, apresentará oportunamente seus argumentos ao Poder Judiciário”, afirmou o banco.
Veja a lista dos 10 réus e os crimes que foram denunciados:
- Luiz Carlos Trabuco Cappi – corrupção ativa
- Eduardo Cerqueira Leite – corrupção passiva
- Mário Pagnozzi Júnior – corrupção passiva
- José Teruji Tamazato – corrupção passiva
- Jorge Victor Rodrigues – corrupção passiva
- Lutero Fernandes Do Nascimento – corrupção passiva
- Jeferson Ribeiro Salazar – corrupção passiva
- Luiz Carlos Angelotti – corrupção ativa
- Domingos Figueiredo De Abreu – corrupção ativa
- Mário Da Silveira Teixeira Júnior – corrupção ativa
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