A Delegacia de Investigações Gerais da Polícia Civil esclareceu na manhã desta quarta-feira, 25, o latrocínio (roubo seguido de morte) do ex-servidor público João Modesto, de 79 anos. João foi encontado morto na última sexta-feira, 19, por um pedreiro que trabalhava em sua residência.
De acordo com informações do delegado Dr. Valdir Tramontini, titular da DIG, o pedreiro que informou a morte de João à polícia foi o autor do crime. Caic Lopes da Silva, de 21 anos, informou à DIG que há dias realizava trabalhos em uma calçada na residência da vítima quando na véspera da localização do corpo, ao receber seu pagamento, notou que na pochete do patrão haviam várias notas de R$ 100. O dinheiro lhe chamou a atenção.
Ele teria ido então até sua casa, há menos de 50 metros do local onde a vítima morava, e retornou logo em seguida, entrando pelos fundos. O rapaz contou que surpreendeu João na garagem, e nele aplicou um golpe conhecido como "gravata". Após quase dois minutos de sufocamento, João Modesto morreu vítima de asfixia. Não satisfeito, Caic se armou com um pedaço de pau e desferiu pelo menos cinco violentos golpes na cabeça da vítima.
Em seguida, roubou a pochete, que continha R$ 1,7 mil em notas de R$ 100. No dia seguinte, com muita frieza, comunicou a polícia que teria encontrado o patrão morto ao chegar para mais um dia de serviço. O autor do crime ainda deu entrevistas para diversos veículos de comunicação relatando o susto ao encontrar o corpo de João Modesto.
INVESTIGAÇÃO: A equipe comandada pelo Dr. Valdir Tramontini desconfiou da atitude do pedreiro durante seu depoimento e passou a investigá-lo. Familiares do rapaz informaram à Polícia que teriam encontrado R$ 1,1 mil em notas de R$ 100 dentro de uma bota, e ainda, teriam visto uma mensagem de texto do autor de Caic para um amigo, dizendo que teria matado uma pessoa.
Com base nas investigações a Polícia Civil pediu a prisão temporária do rapaz, que acabou confessando o crime. Ele teria gasto parte do dinheiro roubado em drogas e bebidas e queimado o restante. Caic disse ainda que a João costumava lhe pagar R$ 10 para que cuidasse de sua casa enquanto ia à igreja.
Ele deverá ficar preso por pelo menos 30 dias enquanto as investigações são finalizadas pela Polícia Civil.
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