Equipes de salvamento do Corpo de Bombeiros retiraram no final da manhã deste domingo o corpo do homem que foi jogado em um precipício na zona Oeste, após
ser declarado "culpado" no chamado "tribunal do crime". A operação durou mais de quatro horas. Cinco pessoas foram presas acusadas pela execução.
O crime chocou a cidade. O empresário Rodrigo Maniscalco (foto/direita), de 39 anos, foi acusado por uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios de ter cometido estupro contra uma moça. Há 10 dias, ele já deveria ter sido executado, mas foi salvo por policiais militares que acharam estranhas as atitudes de cinco pessoas no interior de um carro na vila Altaneira. A vítima já estava bastante machucada.
Mas, desta vez a execução foi feita. De acordo com a polícia, Rodrigo (pertence a uma tradicional família da cidade) foi levado inicialmente à um antigo matadouro que fica a cerca de 200 metros do buracão ao lado da favela Argollo Ferrão.
Lá, ele foi torturado e agredido inclusive a tijoladas. Os policiais acreditam que ele foi retirado do local ainda com vida e arrastado até o precipício, onde foi jogado.
Antigo matadouro foi o "tribunal do crime".
O local tem cerca de 120 metros de profundidade, mas ficou preso num patamar com cerca de 70 metros. O local é de difícil acesso e o resgate foi bastante complicado. Os peritos constataram que a vítima não apresentava marcas de tiros ou facadas, apenas agressão física e com pedaços de tijolos.
A Polícia Militar recebeu uma série de denúncias sobre envolvimento de mais pessoas no "tribunal do crime" que foram repassadas à Polícia Civil.
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Homem é morto a tijoladas no "tribunal do crime"
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