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Postado em 19/07/2019 às 13:01
HEM completa 71 anos. Diretoria destaca ação dos voluntários e clínica Aconchego

O Hospital Espírita de Marília (HEM), considerado um dos primeiros hospitais psiquiátricos do interior paulista, completou nesta quinta-feira 71 anos de fundação. Entre os destaques a atuação dos voluntários em várias frentes e a própria vocação de se transformar novamente em hospital geral, através da Clínica Aconchego.

A primeira ala do HEM foi Inaugurada em 18 de julho de 1948, graças a união da comunidade espírita que idealizou uma instituição para abrigar pacientes que sofriam de transtornos psiquiátricos que até então ficavam fechados em celas da então cadeia pública. De lá para cá muitos outros núcleos e espaços tiveram que ser construídos.

Pioneiro no tratamento da saúde mental, ao longo de suas mais de sete décadas o HEM acumulou outros atendimentos.

Até partos foram realizados (a sala oval utilizada para os nascimentos hoje abriga o espaço de reuniões da diretoria da entidade). 

CLÍNICA ACONCHEGO

A clínica possui moderna estrutura, permitindo até a realização de cirurgias.

Hoje, o HEM está resgatando a sua vocação de hospital geral, com destaque para a Clínica Aconchego.

A estrutura foi implantada com objetivo de auxiliar no atendimento de pacientes que necessitam de tratamento para patologias de média complexidade e recuperação cirúrgica e de doenças, com uma equipe altamente profissional, além de convênios para realização de exames.

São 35 leitos modernos e total conforto. A estrutura da Clínica conta com: enfermaria 24 horas, sala de nutrição, ar condicionado e Wi Fi.

O atendimento é feito por meio de convênios e particulares, mas também está prestando serviços para o SUS (em media 1.000 atendimento de imagem para serviço público/mês).

ATUAÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS

Conforme enfatiza o diretor-presidente, Vicente Armentano Jr. o HEM depende muito do trabalho dos voluntários que realizam atividades durante todo o ano.

São campanhas e eventos, além do empenho de entidades e empresas de Marília e região que realizam e participam de ações permitindo a arrecadação de recursos e materiais. Tudo isso visando suprir a escassez de recursos para atendimento dos pacientes, já que a tabela SUS há anos está defasada.

São ações já tradicionais, como feijoada beneficente, Delícias do Amor Solidário, Frango Xadrez, além de datas especiais, como Natal e Páscoa. É o caso, por exemplo, da  Ação Solidária de Mulheres Voluntárias que realiza periodicamente ações voltadas às mulheres que recebem tratamento na ala do SUS.

A ação das equipes de voluntários tem contribuído em muito, como a Ação Solidária de Mulheres Voluntárias.

Recentemente, as mulheres ganharam de presente bonecas artesanais de panos, confeccionadas pelas 25 voluntárias do projeto "Espalhando Bonecas" (criado em 2011). "Foi uma reação muito emocionante. Elas gostaram muito do presente. As bonecas passaram a ser como um filho e ajudou muito no tratamento", explicou a artesã Luciana Sabatine Peralta Battilani, idealizadora do projeto. 

PREOCUPAÇÃO

Emoção marcou a comemoração dos 71 anos do HEM.

Mas, o Hospital Espírita de Marília vive um momento de desafios. Embora exista o movimento antimanicomial, para que os pacientes da saúde mental seja tratado na convivência de seus familiares (levando até ao fechamento de hospitais psiquiátricos), existem os chamados "casos agudos" que, mesmo com medicação, oferecem riscos, em função de crises violentas.

Vicente Armentano Jr. observa que esses pacientes não podem ser tratados em clínicas terapêuticas ou em hospitais gerais.

Muitos destes casos são acolhidos pelo HEM que, mediante abordagem segura, consegue proporcionar atendimento fazendo com que o paciente não se machuque e nem machuque terceiros.

AMOR AO PRÓXIMO

Bruno Armentano destaca o apoio de todos em prol do HEM

O controlador do HEM, Bruno Armentano destaca que o hospital tem desenvolvido seus planos conforme sua filosofia "que é o amor ao próximo e dentro de seus limites e suas possibilidades tem buscado servir a todos que confiam trabalho".

Ele enfatizou mais uma vez o trabalho dos voluntários, dos clubes de serviços, colaboradores "e todos que por alguém ou por algum motivo tem este carinho ao hospital. Tenho certeza que o hospital é uma casa de paz e ae esforça muito para ajudar o próximo".

 
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