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Postado em 15/02/2019 às 09:30
BODY POSITIVE: o movimento que faz você se aceitar do jeito que é

Durante os anos oitenta e noventa, toda a sociedade era construída para seguir um determinado padrão de beleza, geralmente semelhante as atrizes de Hollywood. Ou seja, para você ser uma mulher bonita e gostosa, era necessário ter cabelo liso, ter um corpo sem estrias e sem celulite e ser branca.

Em menor escala, os homens também sofrem com a pressão estética, já que um homem bonito e gostoso precisa ter um corpo “saradão” de academia, usar determinado tipo de corte de cabelo e tudo mais.

No entanto, esse padrão de beleza acabava não só sendo compatível com a realidade de muitas pessoas, como também estava levando muita gente a desenvolver transtornos, tanto alimentares quanto psicológicos. Depressão, bulimia, anorexia, dietas excessivamente restritivas e a saúde não importava.

Além disso, nem mesmo as atrizes de Hollywood estavam satisfeitas com o seu próprio corpo, já que a foto que aparecia na revista era retocada para esconder as “gordurinhas”, eliminar todas as celulites, além de haver todo um jogo de iluminação que proporciona o melhor efeito visual possível para elas.

Nesse contexto que surgiu nos Estados Unidos o movimento Body Positive, para que as pessoas passem a se aceitar do jeito que elas são. Para você ser bonita e ter um “corpo de praia”, você não precisa necessariamente estar dentro de um padrão. Caso você seja uma mulher gorda com estrias, está tudo bem. Se você é uma mulher negra, com cabelo crespo e tem celulite, está tudo bem também. Você não precisa usar roupas de grife como se estivesse indo a um cassino para ser uma pessoa feliz e, aproveitando a oportunidade, visite o site da NetBet para se divertir.

O objetivo não é ser “conformista” e ser obrigado a ter aquele corpo que você tem, mas sim lidar com a pluralidade de visões e mostrar que seu corpo, do jeito que é, não tem nenhum tipo de problema. Se você quiser emagrecer, vá em frente, mas não tendo aquela paranoia de tomar remédios.

O Body Positive vem para que as pessoas tenham uma mente mais saudável e que, pra você viver na sociedade, você não precisa estar em nenhum tipo de padrão. Não há nada de errado em retocar uma foto para colocá-la no Instagram, da mesma forma que também não é errado você publicar uma imagem em que não há nenhum tipo de retoque, mostrando você do modo “mais puro” o possível.

Segundo a YouTuber Alexandre Gurgel em um artigo publicado no blog Ju Romano, existem algumas dicas práticas para que você comece a amar seu corpo do jeito que ele é. Incluindo:

  1. Rever as amizades: amizades tóxicas, relacionamentos abusivos e pessoas que nos colocam pra baixa devem ser excluídas ou minimizadas em nossa vida. A ideia é procurar pessoas que te incentivem, não que desestimulem.
  2. Não se compare a ninguém: Isso vale para todos os pontos da sua vida, mas no processo de empoderamento e body positive, a ideia é olhar para outras pessoas como amigos e não rivais.
  3. Evite seguir no Instagram quem te faz mal: Sabe aquela pessoa que só posta fotos com corpo de academia, na praia, exibindo todo seu corpo trabalhado, sarado e o tempo todo querendo que as pessoas digam o quanto ele ou ela é linda? Essa pessoa, se estiver te incomodando e fazendo você ter problemas de autoestima, é uma boa não seguir mais ela.
  4. Tenha novas referências: Mulheres plus size, modelos que são magras mas que não necessariamente possuem um corpo “padrão” e pessoas positivas no Instagram são a melhor coisa.
  5. Se aceite do jeito que é e tenha paciência: você não mudará o mundo e as pessoas podem até achar que você “não está bem da cabeça” por defender o corpo que tem. Só que ele carrega a sua história e está tudo bem se aceitar do jeito que é.

A própria disse, em uma entrevista a revista Cláudia, que antes dela se empoderar, ela era a primeira a fazer gozação com ela mesma num modo de se encaixar socialmente. A entrevistadora questionou que o vídeo mais visualizado em seu canal do YouTube fala sobre as obrigações impostas sobre a pessoa gorda, e ela pergunta como isso afeta a vida da pessoa gorda.

“Toda pessoa gorda que eu conheço já passou por uma situação de autodepreciação. Você cria uma barreira e às vezes nem sabe que está fazendo isso. Pra você não sofrer rejeição, você se rejeita primeiro.

Eu, por exemplo: no colégio a minha saída era ser engraçada. Porque claro que me zombavam, claro que praticavam bullying comigo, gordofobia, que eu nem sabia o que significava na época. Então eu acabava vestindo o papel de valentona, de engraçada. Eu sou uma pessoa engraçada naturalmente, mas eu me forçava mais ainda, e eu mesmo me zoava. Me apelidaram de Xandão no colégio e eu mesma me chamava de Xandão, e as pessoas pararam de me xingar porque não tinha graça, então eu vi que a saída era me depreciar.

É muito comum você falar para uma pessoa gorda que ela é linda e ela: ‘ah, até parece’. A pessoa tem dificuldade de aceitar elogio, porque passou a vida excluída de ser “normal”, então ela tem dificuldade de apenas ficar quieta e agradecer, porque ela não consegue acreditar nela mesma.”

 

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